Quando Um Pai Não Disciplina O Próprio Filho!
A questão da disciplina dentro da família encontra-se bem tratada na Palavra de Deus. E o Novo Testamento até a utiliza para demonstrar como Deus não age diferente dentro de sua própria família espiritual:
Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que Ele lhes dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”.
Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados. (Hebreus 12:5-11 NVI, o destaque é meu.)
Esse simples texto da Bíblia que lida com a questão da repreensão e castigo resume muito bem a essência da disciplina. O texto inteiro foi baseado no seguinte versículo de Provérbios: “Meu filho, não despreze a disciplina do SENHOR nem se magoe com a sua repreensão”. (Provérbios 3:11 NVI) O Novo Testamento fez assim uma referência bem relevante, pois não há livro em toda a Bíblia que contenha mais orientação sobre disciplina de filhos do que Provérbios.
Um pai da Bíblia que corrigia os filhos — só com palavras
Se Provérbios é um livro que explica muito bem o que é a disciplina, então todos os pais mencionados na Palavra de Deus sabiam aplicá-la? Não.
Nem todos os pais da Bíblia corrigiam seus filhos. Alguns escolhiam simplesmente a correção verbal, e nada mais. O sacerdote Eli, por exemplo, criou os filhos no sacerdócio e, quando se tornaram homens, eles cometiam freqüentemente pecados contra Deus. Eles estavam até violando os sacrifícios oferecidos a Deus na casa de Deus:
Os filhos do sacerdote Eli não prestavam e não se importavam com Deus, o SENHOR. Eles não obedeciam aos regulamentos a respeito daquilo que os sacerdotes tinham o direito de exigir do povo. Assim os filhos de Eli tratavam com muito desprezo as ofertas trazidas a Deus, o SENHOR. E para o SENHOR o pecado desses moços era muito grave. (1 Samuel 2:12,13a,17 NTLH)
Eli via os pecados de seus filhos e, como todo pai bonzinho, não ficava em silêncio. Ele sempre abria a boca para dar uma bronca neles.
“Eli já estava muito velho. Ele ouvia falar de tudo o que os seus filhos faziam aos israelitas e também que eles estavam tendo relações com as mulheres que trabalhavam na entrada da Tenda Sagrada. Então Eli disse: — Por que é que vocês estão fazendo essas coisas? Todos me falam do mal que vocês estão praticando. Parem com isso, meus filhos! Eu estou ouvindo o povo do SENHOR Deus dizer coisas terríveis a respeito de vocês! Se uma pessoa peca contra outra, o SENHOR pode defendê-la. Mas quem pode defender aquele que peca contra Deus?” (1 Samuel 2:22-24,25a NTLH, o destaque é meu.)
Há pais que se calam diante de pecados horríveis dos próprios filhos, nem ousando mencionar para eles que parem seu comportamento sexual errado, mas essa fraqueza Eli não tinha. Ele apontava os erros no nariz dos filhos. No entanto, a Palavra de Deus revela claramente a reação dos filhos de Eli às repreensões do pai e a reação do Senhor à desobediência e teimosia deles: “Mas eles não ouviram o pai, pois o SENHOR havia resolvido matá-los.” (1 Samuel 2:25b NTLH)
Deus, em seu amor, faz visitações proféticas a Eli
Como sacerdotes do Senhor, tanto Eli quanto seus filhos conheciam muito bem a Palavra de Deus. Mas mesmo assim, os filhos de Eli estavam decididos a desobedecer à Palavra de Deus e ao seu próprio pai, e Eli estava decidido a não disciplinar ninguém — limitando-se no máximo a passar um sermão. Já que todos estavam assim decididos contra as ordens e conselhos da Palavra de Deus, Deus também resolveu decidir: ele decidiu que a solução para os filhos de Eli era a pena de morte.
Apesar de que Eli estava entristecendo muito a Deus pela sua falta de ação, Deus sempre demonstrou misericórdia, na esperança de que Eli pudesse se arrepender e finalmente assumir a postura de um pai que age. Através de mensagens proféticas, Deus deixou bem claro para Eli que ele queria muito mais do que só palavras. Se os filhos teimavam em desobedecer, a obrigação de Eli era, além de repreender, tomar medidas concretas. Foi nesse ponto que Deus mandou um profeta a Eli:
“Então um profeta procurou Eli e lhe deu esta mensagem de Deus, o SENHOR: —Eu me revelei ao seu antepassado Arão quando ele e a sua família eram escravos no Egito. Você sabe que eu os escolhi, entre todas as tribos de Israel, para serem meus sacerdotes, servirem no altar, queimarem incenso e usarem o manto sacerdotal na minha presença. E dei a eles o direito de ficarem com uma parte dos sacrifícios queimados no altar. Por que é que vocês olham com tanta ganância para os sacrifícios e ofertas que eu ordenei que me fossem feitos? Eli, por que você honra os seus filhos mais do que a mim, deixando que eles engordem, comendo a melhor parte de todos os sacrifícios que o meu povo me oferece? Eu, o SENHOR, o Deus de Israel, prometi no passado que a sua família e os seus descendentes me serviriam para sempre como sacerdotes. Mas agora eu digo que isso não vai continuar. Pois respeitarei os que me respeitam, mas desprezarei os que me desprezam. Olhe! Está chegando o tempo em que eu matarei todos os moços da sua família e da família do seu pai para que nenhum homem da sua família chegue a ficar velho. Você passará dificuldades e terá inveja de todas as coisas boas que vou dar ao povo de Israel, mas ninguém da sua família chegará a ficar velho. Deixarei vivo apenas um dos seus descendentes, que será meu sacerdote. Mas ele ficará cego e perderá toda a esperança. E todos os seus outros descendentes morrerão de morte violenta. Hofni e Finéias, os seus dois filhos, morrerão no mesmo dia, e isso será uma prova para você de que o que eu disse é verdade. Escolherei para mim um sacerdote fiel, e ele fará tudo o que eu quero. Darei a ele descendentes que sempre estarão a serviço do rei que eu escolher. E todos os outros descendentes de você que, por acaso, ficarem com vida terão de se curvar diante do rei para pedir dinheiro e comida e implorarão para ajudar os sacerdotes, a fim de terem alguma coisa para comer”. (1 Samuel 2:27-36 NTLH)
Deus já havia decidido que a penalidade para as ofensas que os sacerdotes Hofni e Finéias estavam cometendo era a morte. Mas como Eli não queria cumprir sua responsabilidade como pai e como supremo sacerdote de punir severamente as maldades deles, a maldição e pena de morte que estavam sobre Hofni e Finéias cairiam sobre a família inteira de Eli. Deu até usou o menino Samuel para avisar Eli:
“E o SENHOR disse: — Eu vou fazer com o povo de Israel uma coisa tão terrível, que todos os que ouvirem a respeito disso ficarão apavorados. Naquele dia farei contra Eli tudo o que disse a respeito da família dele, do começo até o fim. Eu lhe disse que ia castigar a sua família para sempre porque os seus filhos disseram coisas más contra mim. Eli sabia que eu ia fazer isso, mas não os fez parar. Por isso, juro à família de Eli que nenhum sacrifício ou oferta poderá apagar o seu terrível pecado.” (1 Samuel 3:11-14 NTLH)
Depois de tal repreensão divina, um homem sábio se prostraria diante de Deus, agradeceria sua visitação sobrenatural, pediria perdão e se comprometeria diante do Senhor a agir de acordo com a Palavra de Deus, castigando quem merecia ser castigado, mesmo que envolvesse um castigo de pena capital. Mas qual foi a reação de Eli quando Samuel lhe entregou o recado profético?
“Então Samuel contou tudo, sem esconder nada. E Eli disse: — Ele é Deus, o SENHOR. Que ele faça tudo o que achar melhor!” (1 Samuel 3:18 NTLH)
Em outras palavras, Eli quis dizer: “Se Deus quiser agir e fazer o que eu mesmo não estou fazendo, ele pode fazer o que ele quiser, mas eu não vou agir. Que Deus aja sozinho”. Como se diz, ele tirou o corpo fora — não aceitando a chance de colaborar com Deus na ordem da família de Deus e na própria família dele! Ele queria simplesmente continuar tratando seus filhos adultos do mesmo jeito que ele vinha tratando-os desde a infância: sem lhes ministrar castigo físico.
Conseqüências da negligência de um pai
Eli evitou sua responsabilidade de castigar, e as maldições sobre Hofni e Finéias se cumpriram, atingindo muito mais do que suas próprias vidas — afetando a nação inteira de Israel. Quando Israel enfrentou seus terríveis inimigos filiteus em batalha — sob a liderança “espiritual” de Hofni e Finéias —, houve grande derrota. Os israelitas descobriram, da pior forma, que estavam sem proteção espiritual:
“ — O povo de Israel fugiu dos filisteus! — respondeu o mensageiro. — Foi uma terrível derrota para nós. Além de tudo, os seus filhos Hofni e Finéias foram mortos, e os filisteus tomaram a arca da aliança. Quando ouviu falar na arca, Eli caiu da cadeira para trás, perto do portão da cidade. Ele estava muito velho e gordo. Por isso, quando caiu, quebrou o pescoço e morreu. Eli foi o líder do povo de Israel quarenta anos.” (1 Samuel 4:17-18 NTLH)
Eli não se preocupou muito com a morte dos filhos, pois ele já sabia que não havia outro destino para eles. Ele se preocupou mais com o destino da arca. Contudo, se ele tivesse agido energicamente, sua família não receberia maldição nem a arca seria tomada.
Poucos anos depois, praticamente toda a família sacerdotal de Eli foi brutalmente assassinada pelo rei Saul (cf. 1 Samuel 22), cumprindo-se assim a palavra profética dirigida a Eli: “E todos os seus outros descendentes morrerão de morte violenta”. (1 Samuel 2:33b). A teimosia de um pai em não punir a teimosia e maldade dos próprios filhos removeu a segurança espiritual que poderia proteger os netos, bisnetos e outros familiares de Eli contra a fúria cega e assassina de Saul anos depois.
O profeta Samuel, em sua infância e juventude, viu tudo o que aconteceu com Eli e seus filhos. Ele viveu no ambiente sacerdotal de Eli, mas a diferença é que Samuel não era filho de Eli.
Ana, uma esposa israelita estéril, havia orado muito a Deus pedindo um filho. Deus respondeu dando-lhe a bênção de conceber Samuel em seu ventre. Depois do nascimento de Samuel, Ana o levou à casa de Deus — onde Eli ocupava a função de supremo sacerdote — e o entregou e consagrou ao serviço de Deus, separando-se fisicamente dele. (Veja 1 Samuel 1)
Do ponto de vista humano, o menino Samuel corria o risco de sofrer o mesmo tipo de deficiência educativa que Eli havia dado a seus próprios filhos — pois os filhos de Eli não sabiam o que era castigo físico. Do ponto de vista divino, tudo o que Ana e seu marido não podiam fazer por seu filho Samuel, Deus daria. Aliás, Deus soberanamente preencheu com sua maravilhosa graça toda a deficiência e má influência de Eli na criação e educação de Samuel.
A graça de Deus não é automática
Mesmo sendo criado sem nenhum castigo físico, Samuel milagrosamente não se tornou o tipo de adulto que eram os filhos de Eli. Samuel viu que a graça de Deus que estava sobre ele o tinha livrado de toda contaminação e dano. Daí ele pode ter concluído que é possível educar crianças sem a aplicação da disciplina física. Sem dúvida alguma, a falta de dano foi obra exclusiva da graça de Deus, porém Samuel pode bem ter pensado que ele poderia “sustentar” essa obra em sua família, sem jamais precisar recorrer a uma surra. A Palavra de Deus fala muito sobre Samuel e sua integridade, mas não fala muito sobre seus filhos, e o pouco que fala revela que eles não herdaram a integridade do pai. Tudo o que a Palavra de Deus diz sobre os filhos de Samuel é:
“Quando envelheceu, Samuel nomeou seus filhos como líderes de Israel. Seu filho mais velho chamava-se Joel e o segundo, Abias. Eles eram líderes em Berseba. Mas os filhos dele não andaram em seus caminhos. Eles se tornaram gananciosos, aceitavam suborno e pervertiam a justiça”. (1 Samuel 8:1-3 NVI)
Samuel só tinha dois filhos, e eles eram corruptos — provavelmente porque o pai lhes deu a mesma educação (humanamente deficiente) que recebeu. A graça de Deus que trabalhou na vida de Samuel — sem a necessidade do uso da disciplina física — não trabalhou na vida de seus filhos. A graça de Deus não é uma bênção que nós escolhemos, nem é automática. Deus é que soberanamente escolhe e dá.
Samuel deve ter agido como sua mãe Ana, entregando seus filhos para a graça de Deus, achando que somente isso bastava. O que ele fez não é errado, mas as situações eram distintas. Na criação de Samuel, não havia um pai para discipliná-lo. Na criação dos filhos de Samuel, havia um pai para discipliná-los, porém esse pai tentou um caminho de fé que acabou não funcionando. Seu exemplo serve de lição para nós hoje. Os pais podem e devem entregar seus filhos a Deus e depender da graça de Deus, mas jamais podem deixar de cumprir os mandamentos específicos de Deus sobre educação e correção de filhos. Usar a graça de Deus como desculpa para evitar a responsabilidade da disciplina física é dar um salto no escuro — arriscando mandar os filhos para o mesmo destino e abismo de corrupção dos filhos de Samuel!
O mesmo Deus que em situações especiais concede soberanamente sua graça também orienta o seu povo sobre o método divino de castigo físico para a educação das crianças. A graça de Deus pode agir em situações em que a criança por um motivo ou outro não recebe castigo físico, principalmente na ausência dos pais, mas é arriscado e errado fechar deliberadamente os ouvidos para as orientações de Provérbios e “deixar para a graça de Deus” um trabalho e responsabilidade que Deus deu diretamente aos pais. Deus pode trabalhar quando os pais não estão presentes, exatamente como aconteceu na infância de Samuel, mas quando os pais estão presentes, eles devem agir conforme já está bem claro na Palavra de Deus.
Enquanto formos seres humanos, temos necessidades humanas. Uma dessas necessidades é disciplina, correção e castigo, que fazem parte tanto da família natural quanto da família espiritual. Para ajudar os pais na importante e difícil tarefa da disciplina, Deus nos deixou o Livro de Provérbios, que contém muitas passagens sobre o assunto.
O que a sabedoria de Deus ensinou a Salomão
O Livro de Provérbios na Bíblia foi, em grande parte, escrito por Salomão, filho de Davi. Sendo então o autor principal de Provérbios, como foi então que Salomão conseguiu escrever tanto sobre disciplina física de crianças? Foi por causa do exemplo de seu pai? Foi com o que aprendeu em seu lar na infância?
Salomão não aprendeu princípios de disciplina por experiência própria nem com o que via ao seu redor, pois no próprio lar em que cresceu ele nunca levou uma surra corretiva do pai. Por algum motivo, Davi nunca corrigia a teimosia e desobediência de seus filhos. Ele falhou nessa área. Ele foi um homem justo em muitas áreas, porém a Palavra de Deus mostra seu fracasso no desempenho de seu papel como pai. Quando seu filho Amnom estuprou a própria irmã, a maioria das versões bíblicas se limita a dizer que Davi ficou furioso quando soube da violência sexual, porém a Septuaginta revela muito mais:
“Quando soube disso, o Rei Davi ficou muito irado. Mas Davi não castigou seu filho Amnom. Ele favorecia Amnom porque ele era seu filho mais velho”. (2 Samuel 13:21 GW)
“Quando soube do que havia acontecido com Tamar, Davi ficou muito irado. Mas Amnom era seu filho mais velho e também o seu favorito, e Davi não queria fazer nada que deixasse Amnom infeliz”. (2 Samuel 13:21 CEV)
Outra passagem da Bíblia revela como Davi agia com seu filho Adonias:
Ora, toda a sua vida seu pai nunca havia sido contra ele ou lhe dito, Por que é que você fez isso? (1 Reis 1:6a BBE)
Mas seu pai nunca, nem uma só vez, o repreendeu dizendo: “Por que você agiu desse jeito?” (1 Reis 1:6a HCSB)
Seu pai o estragou na infância, jamais lhe dando, nem uma só vez, uma bronca. (1 Reis 1:6a MSG)
Talvez Davi não tenha sofrido castigos divinos tão fortes quanto os castigos que Eli recebeu porque Davi estava casado com várias mulheres e não tinha, como rei, tempo para administrar sua imensa família. Tal fraqueza pode não lhe ter custado as maldições que Eli colheu, porém não o livrou de problemas sérios com seus filhos. Seu filho Absalão, que nunca apanhou, tomou o seu trono e quase o matou, agindo com extrema violência, estuprando as concubinas do próprio pai! O caso de Absalão mostra o engano dos que acreditam que só as crianças criadas com disciplina se tornam violentas. O oposto foi verdade no caso de Absalão. Seu irmão Amnom, criado sem nunca levar uma surra, cometeu um ato violento, estuprando a própria irmã!
A chave então para não sofrer problemas semelhantes na família não é seguir a moda de hoje de evitar a disciplina física, mas adotar uma postura equilibrada: uma criança criada de modo violento ou sem castigo físico pode acabar cometendo violências, mas uma criança criada com o uso sábio da disciplina física terá muito mais chance de levar uma vida marcada por um comportamento bom e correto.
Passando toda a sua infância no lar de Davi, vendo Amnom, Absalão e Adonias em seus maus comportamentos, Salomão sabia o que era a falta de disciplina por experiência própria. Aliás, ele sofreu na própria pele as conseqüências da falta de disciplina do lar de seu pai, pois seu mimado irmão Adonias tentou tomar o governo das mãos de Salomão, e papai Davi não fez nada. O mimado Adonias estava disposto a matar Salomão para ficar com o trono.
Salomão também conhecia o caso trágico de Eli, através do que seu pai Davi lhe contava. Davi soube dos problemas internos da família de Eli, através do próprio profeta Samuel, que era seu amigo. Assim, através de Davi, Salomão conhecia até a situação dos filhos de Samuel.
Talvez seu pai Davi não tenha se importado muito com a falta de castigo físico com que Eli, Samuel e ele mesmo criaram seus filhos porque aquelas gerações de modo geral não educavam crianças de outro jeito. Pelo fato de que grandes líderes espirituais daquela época como Eli, Samuel e Davi não viam nada de errado com a falta de disciplina física na educação de filhos, é bem possível que em Israel a educação sem castigo físico fosse bem mais comum do que se poderia imaginar.
Provavelmente, o próprio Salomão nunca colocou em prática os princípios de disciplina de filhos que ele escreveu em Provérbios quando ele ainda era jovem, muito temente a Deus e não tinha esposa e filhos.
Provérbios orienta os homens a ter somente uma esposa[1], porém Salomão teve muitas.[2] Ele desobedeceu.[3]
Provérbios é o livro da Bíblia que mais ensina sobre disciplina, porém Roboão, filho de Salomão, seguiu a tradição da família de Davi de filhos mimados e maus.
Mas só porque Salomão não conseguiu obedecer, significa que todos os homens de Deus também não conseguirão ter somente uma esposa e educar e corrigir os filhos conforme os excelentes princípios de Provérbios?
O que Deus fala aos pais através de Provérbios
Nas muitas orientações que escreveu sobre correção de filhos, Salomão não foi influenciado por costumes de sua família nem pela cultura ao seu redor. Ele estava sem condições de escrever com base na própria experiência, pois ele e seus irmãos não sabiam o que era receber disciplina do pai. Foi a inspiração direta de Deus que o levou a sustentar a posição não de seu pai nem de sua cultura nem de seu próprio coração, mas de Deus na questão da disciplina física. A sabedoria de Deus o capacitou a entender e ver o que mesmo seu pai e Samuel não viam. Deus, através da sabedoria de Salomão em Provérbios, ensina:
“Aquele que poupa a vara odeia seu filho, mas aquele que o ama tem o cuidado de discipliná-lo”. (Provérbios 13:24 NIV)
“Quem se recusa a surrar seu filho o odeia, mas quem ama seu filho o disciplina desde cedo”. (Provérbios 13:24 GW)
“Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo”. (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)
“Os açoites que ferem, purificam o mal; E as feridas alcançam o mais íntimo do corpo.” (Provérbios 20:30 TB)
“Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter.” (Provérbios 20:30 NTLH)
“Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser”. (Provérbios 20:30 NVI)
“É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem.” (Provérbios 22:15 NTLH)
“A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.” (Provérbios 22:15 RC)
“A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela”. (Provérbios 22:15 NVI)
“Todas as crianças são sem juízo, mas correção firme as fará mudar”. (Provérbios 22:15 CEV)
“A crianças por natureza fazem coisas tolas e indiscretas, mas uma boa surra as ensinará como se comportar”. (Provérbios 22:15 GNB)
“Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13-14 RC)
“Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)
“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. (Provérbios 23:13-14 RA)
“Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH)
“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”. (Provérbios 23:13-14 NVI)
“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH)
“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)
“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RC)
“Uma surra e um aviso produzem sabedoria, mas uma criança sem disciplina envergonha sua mãe”. (Provérbios 29:15 GW)
Contudo, embora favoreça surras com vara, a Palavra de Deus não apóia o excesso e a violência:
“Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas”. (Provérbios 19:18 NTLH)
“Castiga teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma”. (Provérbios 19:18 RC)
“Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. (Provérbios 19:18 RA)
“Corrija seus filhos antes que seja tarde demais; se você não castigá-los, você os está destruindo”. (Provérbios 19:18 CEV)
“Discipline seus filhos enquanto você ainda tem a chance; ceder aos desejos deles os destrói”. (Provérbios 19:18 MSG)
Portanto, a Palavra de Deus não aceita nenhum tipo de excesso — nem falta de disciplina, nem surras violentas que colocam a vida da criança em risco.
A falta de disciplina pode representar derrota em muitas áreas para pais cristãos negligentes, que abrem a boca para repreender e mais nada. Embora os meios de comunicação freqüente e insistentemente destaquem os abusos de pais que utilizam a violência no lugar da disciplina, não há espaço igual para alertar o público sobre os perigos da falta de disciplina. Aliás, a elite liberal e esquerdista — dona dos meios de comunicação — escolheu o radicalismo no lugar do bom senso, preferindo apoiar esforços para proibir toda forma de castigo físico em crianças, tornando a falta de disciplina a norma em toda a sociedade.
O ponto preocupante é que se a falta de disciplina em lares cristãos fortes pode provocar grandes prejuízos, o que poderia ocorrer então a uma sociedade inteira que se deixou seduzir pela propaganda enganadora de que toda disciplina física equivale à violência? A Palavra de Deus pode não ter sido escrita por especialistas em psicologia, mas uma Mente Sábia está por traz de sua orientações. Trocar essas orientações por conselhos e leis da moda podem trazer alívio e acomodação no presente, mas também o espectro de um futuro incerto e sombrio, pois não há indivíduo ou sociedade que tenha experimentado sucesso rejeitando as orientações da Palavra de Deus.
Certos entendidos da Bíblia gostam de afirmar que algumas passagens da Bíblia não são mais válidas, porque na opinião deles sua aplicação só tem relevância para a cultura e sociedade do passado. Por exemplo, se Eli e Davi utilizassem a vara para disciplinar seus filhos, esses entendidos concluiriam, conforme seus próprios desejos, que o uso da vara como instrumento de correção no lar tinha uma aplicação cultural para aquela época que hoje não mais tem. Mas a realidade é bem outra, de modo que seria muito interessante ver esses estudiosos se contorcendo para interpretar, contra seus próprios gostos, que a falta de disciplina é uma prática cultural do antigo Israel sem valor para os dias de hoje! Mas esses estudiosos não agem assim. Só quando lhes é conveniente é que eles reinterpretam a Bíblia utilizando o argumento cultural.
A disciplina e os castigos fazem parte da família espiritual e humana
Assim como Deus disciplina seus próprios filhos espirituais, ele também quer que os pais aqui na terra disciplinem seus próprios filhos.
Embora as medidas de Deus contra a teimosia, rebelião e desobediência de seu povo sejam extremamente enérgicas e duras, ele limitou as ações enérgicas dos pais à utilização da vara em casos de necessidade.
No Novo Testamento, o Senhor Jesus se utiliza de repreensões e castigos para lidar com a desobediência de algumas igrejas. Uma das igrejas recebeu a seguinte censura do Senhor:
“No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos. Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade sexual, mas ela não quer se arrepender. Por isso, vou fazê-la adoecer e trarei grande sofrimento aos que cometem adultério com ela, a não ser que se arrependam das obras que ela pratica. Matarei os filhos dessa mulher. Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras”. (Apocalipse 2:20-23 NVI)
Deus cuida de sua família espiritual, educando-a, treinando-a e castigando-a, e ele nos deixou o Livro de Provérbios a fim de que também eduquemos, treinemos e castiguemos nossos filhos. A educação de crianças de Provérbios pode ser resumida num só versículo:
“Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele”. (Provérbios 22:6 NTLH)
Com os conselhos sábios de Provérbios, os pais podem treinar seus filhos a andar no caminho do comportamento bom e certo, e até o fim da vida eles praticarão o que aprenderam e evitarão os maus comportamentos.
Ninguém é mais sábio do que Deus em matéria de criação de filhos. Nenhum livro da Bíblia fala tanto de sabedoria quanto Provérbios. E ninguém na terra foi mais sábio do que Salomão, pois sua sabedoria vinha de Deus. Assim, a sabedoria de Deus juntamente com a sabedoria de seu servo Salomão produziram os conselhos mais sábios que os pais precisam para desempenhar a responsabilidade de treinar seus filhos no bom caminho.
Os “sábios” deste mundo — que são verdadeiros tolos diante de Deus — só aceitam o que seus amigos “sábios” ensinam. Mas os verdadeiros sábios aceitam o que a Mente mais sábia do universo ensina em Provérbios.
“O tolo pensa que sempre está certo, mas os sábios aceitam conselhos.” (Provérbios 12:15 NTLH)
“Quem anda com os sábios será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal.” (Provérbios 13:20 NTLH)
Educação sem castigo físico: na moda desde os tempos de Eli
A propaganda da moda, que segue o método de Eli de conversar e repreender sem usar uma vara, prega que a disciplina física leva a violência aos lares e à vida dos filhos. Hofni, Finéias, Amnom, Absalão e Adonias — onde quer que eles estejam hoje — jamais concordariam com esse tipo de opinião! Eles se tornaram maus e violentos e agora estão pagando um elevado preço, sofrendo castigo eterno. Quem acha que o método de criação e educação de filhos sem castigo físico é invenção moderna superando práticas passadas, não conhece a vida de Eli e Davi. Esse método não foi inventado pelos especialistas de psicologia de hoje. Foi inspirado no coração humano e está em vigor há milhares de anos.
Assim como no caso de Salomão, que não escreveu sobre disciplina baseado nas experiências de infância que teve na casa de seu pai, o autor deste artigo e sua esposa vêm de lares onde os pais não acreditavam na eficácia dos castigos físicos. Acreditavam apenas no método de Eli, jamais tolerando que uma criança levasse uma palmadinha para corrigir atos de teimosia e rebelião. Aliás, num de nossos lares, além de abundantes revistas “especializadas” em criação de filhos com abundantes conselhos psicológicos à la Eli, havia também um manual do Dr. Benjamin Spock, responsável pela moderna rejeição em massa ao uso da disciplina física. Os livros do Dr. Spock são vendidos há mais de meio século — criando pelo menos três gerações inteiras de pais que amam e seguem suas teorias como se fossem tão ou mais sagradas do que todas as orientações do Livro de Provérbios.
Hoje, apesar de toda essa tradição em nossas famílias, acreditamos na Palavra de Deus, que está acima das experiências, tradições, modismos e opiniões humanas — até mesmo de cristãos bem intencionados que são uma bênção em muitas áreas, mas seguem os passos de Davi e Eli quando falam e ensinam sobre criação de filhos. O melhor manual de criação de filhos sempre foi e sempre será a Bíblia, e o maior mestre não é o Dr. Benjamin Spock. É o Autor da Bíblia.
É claro que Deus não aceita abusos de autoridade, porém não é certo utilizar os casos de violência e excessos para anular as orientações do Livro de Provérbios para os pais, pois a Palavra de Deus é clara que é justamente a falta da aplicação de castigos físicos que pode levar as famílias e seus filhos a destinos trágicos. Essas tragédias poderão ter um grande aumento em toda a sociedade, pois a meta do governo é proibir os pais de disciplinar os filhos. Essa proibição inevitavelmente tornará ilegal e crime obedecer às orientações de Deus em Provérbios.
Eli morreu há mais de três mil anos, mas seus seguidores hoje são muitos, principalmente entre educadores, psicólogos e defensores dos “direitos” das crianças. Se estivesse vivo, ele exigiria sua marca registrada do método que muitos psicólogos hoje arrogantemente atribuem a seus próprios conceitos. Ele diria o que é muito comum em nossos dias: “Quero meus direitos! Eu sou o pai desse método! Essa invenção pertence a mim!” Ele poderia até processar os psicólogos por lhe terem roubado a invenção da “disciplina sem castigo físico”. Bom então para os psicólogos que Eli não esteja vivo!
Brincadeiras de lado, Eli e seus filhos podem estar sofrendo castigo eterno por não reconhecerem o valor do castigo físico aqui na terra. Pai e filhos podem estar pagando o mesmo preço, por causa de seus pecados.
Bem que a Palavra de Deus avisa:
“Não fique com medo de corrigir seus filhos; uma surra não os matará. Uma boa surra, aliás, pode salvá-los de algo pior do que a morte.” (Provérbios 23:13-14 MSG)
Texto lido no programa de 20.07.2010 http://blogdojeancarlo.blogspot.com/2010/07/nova-lei-quer-proibir-pais-de-dar.html
segunda-feira, 19 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Perdoar é possivel?
Não é fácil, freqüentemente, perdoar, e quanto maior a intimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras nos ensinam, contudo, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15). Desde que todos os indivíduos responsáveis diante de Deus necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.
O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).
A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!
O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).
O Perdão é Condicional
É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos 10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”
E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não se arrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus: "Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divino perdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.
Perdão Não É . . .
De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seus modos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3; Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniquidade.
A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.
O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!
Como Posso Perdoar?
O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.
E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar? Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço. Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida. É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos nossos companheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).
Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação (Efésios 4:32; Colossenses 3:13).
¬por Allen Dvorak
O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).
A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!
O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).
O Perdão é Condicional
É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos 10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”
E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não se arrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus: "Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divino perdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.
Perdão Não É . . .
De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seus modos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3; Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniquidade.
A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.
O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!
Como Posso Perdoar?
O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.
E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar? Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço. Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida. É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos nossos companheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).
Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação (Efésios 4:32; Colossenses 3:13).
¬por Allen Dvorak
Perdoar é possivel?
Não é fácil, freqüentemente, perdoar, e quanto maior a intimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras nos ensinam, contudo, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15). Desde que todos os indivíduos responsáveis diante de Deus necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.
O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).
A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!
O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).
O Perdão é Condicional
É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos 10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”
E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não se arrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus: "Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divino perdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.
Perdão Não É . . .
De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seus modos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3; Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniquidade.
A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.
O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!
Como Posso Perdoar?
O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.
E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar? Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço. Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida. É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos nossos companheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).
Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação (Efésios 4:32; Colossenses 3:13).
¬por Allen Dvorak
O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).
A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!
O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).
O Perdão é Condicional
É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos 10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”
E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não se arrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus: "Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divino perdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.
Perdão Não É . . .
De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seus modos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3; Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniquidade.
A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.
O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!
Como Posso Perdoar?
O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.
E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar? Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço. Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida. É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos nossos companheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).
Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação (Efésios 4:32; Colossenses 3:13).
¬por Allen Dvorak
terça-feira, 29 de junho de 2010
O Trauma de Jejté
A história de Jefté fala sobre um homem que morava na famosa Gileade, a terra do balsamo, mas que não foi curado. O drama de Jefté, o perigo de um líder que não foi sarado por Deus e que acabou não deixando descendência e sucessor. Ele mesmo destruiu sua posteridade. Trouxe morte para dentro de sua própria casa.
O preço de entrarmos em determinado miveis de batalhas espirituais sem estarmos suficientemente curados pode ser muito alto. No caso de Jefté foi a sua própria filha. O objetivo principal do inimigo é atingir a famíia.
O trauma de Jefté
Juizes 11:30-32
Esse foi o famoso voto a DEUS feito por Jefté. O que levaria um homem faze um voto como este?
• Ele estava expondo sua família
• Abrindo a porta de sua casa para a morte
O preço da vitória seria a vida de sua própria filha. Sacrificar sua própria filha pelo sucesso pessoal, o que levaria um pai a isto? Se voltarmos a história de Jefté poderemos verificar uma serie de acontecimentos traumáticos que promoveram abalos na sua personalidade.
Juizes 11:1 - ERA então Jefté, o gileadita, homem valoroso, porém filho de uma prostituta; mas Gileade gerara a Jefté.
Aqui nos percebemos duas realidade na vida de Jefté. “Porem”
• Jefté era gileadita. Morava na terra do bálsamo. Era um lugar muito abençoado. Gileade era uma cidade famosa pela destreza, força e saúde dos seus filhos.
• Era um homem corajoso e valente. Um grande guereiro.
• Tinha um excelente potencial de liderança. Em qualquer situação sua liderança destacava.
• Servia a Deus com muita seriedade. Era valoroso, homem de palavra. Manteve sua palavra em sacrificar sua filha.
Muitas vezes estamos num ambiente assim abençoado, onde a balsamo de Deus. A um grande potencial de liderança, há sinceridade, disposição como era a situação de Jefté. Porém, era filho de uma prostituta. Esse grande porém em sua vida foi onde todo o seu potencial se descompesou.
Jefté estava debaixo de um terrível legado de rejeição e imoralidade. Um homem maldito e discriminado. Era literalmente a expressão da vergonha do pecado de seu pai. Era filho de um adultério. Satanás esfaqueava constantemente com esta dolorosa realidade.
Rejeitado pelos irmãos
Juizes 11:2 - Também a mulher de Gileade lhe deu filhos, e, sendo os filhos desta mulher já grandes, expulsaram a Jefté, e lhe disseram: Não herdarás na casa de nosso pai, porque és filho de outra mulher.
Ele foi deserdado, expulso de casa sem direito a herança. Foi expulso da cidade. Jefté alimentava um sentimento de rejeição no seu interior. “Jefté disse aos anciãos de Gileade: Porventura não me odiastes a mim, e não me expulsastes da casa de meu pai?´(v.7)
A indiferença do Pai
• Gileade parece não faze nada para resolver uma situação que na verdade foi ele quem criou.
• Enquanto Jefté sentia sofrias as conseqüências seu pai não fazia nada.
• Quando seus irmãos o deserdaram Gileade não fez nada
• Quando era agredido por ser tachado de filho de prostituta, seu pai nada fazia.
• Quando os anciões da cidadeo expulsaram de sua própria casa, o pai nada fez.
Seu problema maior não foi ser expulso e deserdado pelos irmãos, mas o abandono do pai.
A vergonha da mãe
Sua mãe era uma postituta, uma mulher vil e discriminada pela sociedade. A vergonha o atormantava.
O abandono do lar
Juizes 11:3 - Então Jefté fugiu de diante de seus irmãos,
Aqui Jefté corresponde a rejeição, não suportando o impacto da dor emocional, ele abandonou o seu lar fugindo de casa. Porém, apesar de ter saído da situação, levou consigo uma pesada bagagem de muitas pedradas recebidas. Ele carregava dentro de si uma ferida, sua alma estava esburacada pela rejeição.
A marginalização: a maldição do filho bastardo
Juizes 11:3 - e habitou na terra de Tobe; e homens levianos se ajuntaram a Jefté, e saíam com ele.
Machucado e desprotegido espiritualmente, ele mesmo se marginalizou, confirmando seus sentimentos de rejeição. “A terra de Tobe” um ambiente de orfandade. Esse é um lugar de muitos traumas e feridas. Tobe é rua para onde muitos vai fugindo do lar que se tornou uma ameaça
Deuteronômio 23:2 – Nenhum bastardo entrará na congregação do SENHOR; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do SENHOR.
Uma aliança (casamento) tem o poder de congregar, proteger, e abençoar as pessoas em todas as condições de existência.
Em contra partida, toda afronta contra o princípio da aliança dispersa as pessoas. Expulsando do meio onde deveriam estar protegidas. Benção e maldição são situações inteiramente ligadas com o princípios da aliança. Os filhos bastardos são gerados na lascívia e não no amor. Na verdade esta inocente criança passa a ser a péssima notícia. Para muitos ele é até visto como o castigo de Deus, e a vergonha da família.
Tentativas de esconder a gravidez, iniciativas de aborto, palavras de maldição ditas contra a situação e o filho indesejado, invocam um espírito de rejeição ao longo de sua vida parasitando a sua auto-estima. Vê a si mesmo como o patinho feio e com uma dificuldade constante de se ajustar em qualquer ambiente.
Apesar de muitos pais adotivos criarem o filho com todo amor e disciplina, eles apresentam uma postura de rebelião e segregamento. Estão debaixo ainda do legado dos pais biológicos. Quando a maldição é quebrada a pessoa sente-se parte da igreja e se encaixa nela.
Jefté tornou-se um líder muito zeloso, porém ferido, isso corrompeu seu conhecimento de Deus, o que se evidencia quando ele empenha a vida da própria filha num voto a Deus. Armadilhas e retaliações sempre acontecem à sombra de fortalezas espirituais internas ou brechas. Quando uma pessoa mantém uma ferida aberta em sua vida, as coisas tornam-se muito mais fáceis para o inimigo. As feridas da alma debilitam a pessoa tornando-a uma presa fácil. Qualquer oportunidade que nos leva a ignorar conflitos não resolvidos é potencialmente perigoso.
A posição de liderança sem a genuína autoridade patente que vem do alto implica a dinâmica de um sonho que vira pesadelo. O conflito não resolvido de hoje é a crise de amanhã. Jefté como líder de sua cidade estava por de trás dessa situação? Independentemente foi algo muito perigoso. Um homem ferido e marginalizado de um momento para o outro, torna-se o líder da cidade.
Assumir uma posição de liderança sem estar totalmente curado é uma das mais terríveis armadilhas, em que um líder pode cair. Essa bajulação em forma de “amor” que ignora a integridade moral e um verdadeiro quebrantamento da pessoa é uma autentica cilada.
Os anciões de Gileade precisavam de um testa de ferro, e Jefte queria estar por cima daqueles que o rejeitaram. Estava pronto para a negociar qualquer coisa por uma situação como essa. Aqui estava sua oportunidade de compensar sua inferioridade perante a sua família e sociedade.
Inspirado por essa dor de ser um renegado, ele liderou o exército de Israel na guerra. Na verdade estava mais vulnerável do que podia perceber. Não vamos ajudar uma pessoa ferida dando presentes, cargos, posições elogios.
Juizes 11:9-10 - Então Jefté disse aos anciãos de Gileade: Se me levardes de volta para combater contra os filhos de Amom, e o SENHOR mos der diante de mim, então eu vos serei por chefe? E disseram os anciãos de Gileade a Jefté: O SENHOR será testemunha entre nós, e assim o faremos conforme a tua palavra.
Jefté mal podia se conter pensando nessa virada de mesa. Tinha tanta necessidade de se auto-afirmar perante seus rejeitadores que negociou com Deus a ponto de expor sua própria família. Aquela oportunidade pareceu um sonho. Não podia perdê-la. Só que isto pode durar apenas algum tempo. Algumas vezes eu já vi lideres que se recusam a parar, tentam justificar sua insistência com alguns resultados, mas estão sendo cevados para um golpe mortal. Muitos escândalos e perdas irreparáveis.
Jefté ganhou a guerra mas perdeu sua filha, arruinou seu lar e extinguiu sua linhagem. Nenhum tipo de vitória compensa a destruição familiar. O momento que estava vivendo Israel era de inconstância espiritual e falta de zelo para com Deus. A nação se consertava e logo após se desviava de Deus. Jefté entrou numa batalha sem cobertura nenhuma, a própria forma como os lideres negociaram com Jefte mostrava que a nação estava sem nenhum teto espiritual.
Quem era o exercito inimigo?
Os amonitas. Quem eram os amnitas? Eram uns dos piores inimigos de Israel. Conhecer o inimigo gera informação que podem fazer a diferença entre a vitória e a derrota. Quando você identifica o inimigo, você pode discernir não só o tipo de tarefa que ele desempenha, como suas estratégias no ataque.
Amon e Moabe eram filhos de Ló, com suas filhas (Gêneses 19:24-38). Eram filhos bastardos frutos de um incesto. Tornaram-se revoltados e avesso a salvação. Podemos identificar o principado demoníaco de Amon com perversão sexual. O mesmo inimingo que agia em Jefté.
Com isso Jefté estava vulnerável em lutar contra o inimigo. Você não pode enfrentar uma situação que te domina. Ló, o pai dos amonitas, havia perdido tudo. Estava conhendo o fruto da sua cobiça. (Jordão). A familia foi contaminada pelo espírito de Sodoma, a mulher deixou seu coração em Sodama, suas filhas perderam a moral e respeito pelo seu pai. Esta é uma historia de ruína e miséria famiiar. Essa foi a herança de Amon e Moabe.
GIDEÃO FOI UM GUERREIRO PRUDENTE
Tinha discernimento do inimigo
Gideão estava malhando trigo no lagar ....
Tinha conhecimento e discernimento dos grande feitos de Deus.
O que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram ...
Tinha discernimento das suas limitações
Vai nessa sua força ... Ai Senhor como que livrarei a Israel? Eis que meu milheiros é o mais pobre ...
Tinha discernimento da sua família
Então Gideão edificaou um altar ao Senhor e lhe chamou, o Senhor é paz. E aconteceu naquela noite pegou o boi de seu pai ... (Gideão levantou um altar da família) (consagrou os negócios de seu pai a Deus).
Tinha discernimento da natureza da batalha
Derrubou o altar construído a Baal ... (A luta era espiritual, quebrou a legalidade, aquilo que alimentava e fortalecia o demônio na vida de sua família. Quebrou as consagrações feita as demônios).
Tinha discernimento da vontade de Deus
Fez prova de Deus com o novelo de lá ...
Tinha discernimento das estratégias de Deus
Com trezentos homens apenas contra 130.000 saldados bem ar mandos. Com uma tocha de fogo e um cântaro se seria quebrado (quebrantamento) recebeu a vitória do Senhor.
CONCLUSÃO: Jefté foi um homem que cresceu e viveu debaixo de um terrível legado de maldição. Foi ferido em sua identidade. Discriminado pelos irmãos, vitima da indiferença do pai e da vulgaridade da mãe.O filho da prostituta foi combater o filho do incesto e o resultado foi trágico. Tornou-se vitima do seu próprio potencial. Gideão entrou na batalha com discernimento. Foi um homem sarado que soube intervir, quebrando o jugo de Baal sobre a sua família e nação. Foi levantado com Jerubaal (aquele que confronta e atropela Baal). Foi um homem conhecido por Deus e no inferno.
O preço de entrarmos em determinado miveis de batalhas espirituais sem estarmos suficientemente curados pode ser muito alto. No caso de Jefté foi a sua própria filha. O objetivo principal do inimigo é atingir a famíia.
O trauma de Jefté
Juizes 11:30-32
Esse foi o famoso voto a DEUS feito por Jefté. O que levaria um homem faze um voto como este?
• Ele estava expondo sua família
• Abrindo a porta de sua casa para a morte
O preço da vitória seria a vida de sua própria filha. Sacrificar sua própria filha pelo sucesso pessoal, o que levaria um pai a isto? Se voltarmos a história de Jefté poderemos verificar uma serie de acontecimentos traumáticos que promoveram abalos na sua personalidade.
Juizes 11:1 - ERA então Jefté, o gileadita, homem valoroso, porém filho de uma prostituta; mas Gileade gerara a Jefté.
Aqui nos percebemos duas realidade na vida de Jefté. “Porem”
• Jefté era gileadita. Morava na terra do bálsamo. Era um lugar muito abençoado. Gileade era uma cidade famosa pela destreza, força e saúde dos seus filhos.
• Era um homem corajoso e valente. Um grande guereiro.
• Tinha um excelente potencial de liderança. Em qualquer situação sua liderança destacava.
• Servia a Deus com muita seriedade. Era valoroso, homem de palavra. Manteve sua palavra em sacrificar sua filha.
Muitas vezes estamos num ambiente assim abençoado, onde a balsamo de Deus. A um grande potencial de liderança, há sinceridade, disposição como era a situação de Jefté. Porém, era filho de uma prostituta. Esse grande porém em sua vida foi onde todo o seu potencial se descompesou.
Jefté estava debaixo de um terrível legado de rejeição e imoralidade. Um homem maldito e discriminado. Era literalmente a expressão da vergonha do pecado de seu pai. Era filho de um adultério. Satanás esfaqueava constantemente com esta dolorosa realidade.
Rejeitado pelos irmãos
Juizes 11:2 - Também a mulher de Gileade lhe deu filhos, e, sendo os filhos desta mulher já grandes, expulsaram a Jefté, e lhe disseram: Não herdarás na casa de nosso pai, porque és filho de outra mulher.
Ele foi deserdado, expulso de casa sem direito a herança. Foi expulso da cidade. Jefté alimentava um sentimento de rejeição no seu interior. “Jefté disse aos anciãos de Gileade: Porventura não me odiastes a mim, e não me expulsastes da casa de meu pai?´(v.7)
A indiferença do Pai
• Gileade parece não faze nada para resolver uma situação que na verdade foi ele quem criou.
• Enquanto Jefté sentia sofrias as conseqüências seu pai não fazia nada.
• Quando seus irmãos o deserdaram Gileade não fez nada
• Quando era agredido por ser tachado de filho de prostituta, seu pai nada fazia.
• Quando os anciões da cidadeo expulsaram de sua própria casa, o pai nada fez.
Seu problema maior não foi ser expulso e deserdado pelos irmãos, mas o abandono do pai.
A vergonha da mãe
Sua mãe era uma postituta, uma mulher vil e discriminada pela sociedade. A vergonha o atormantava.
O abandono do lar
Juizes 11:3 - Então Jefté fugiu de diante de seus irmãos,
Aqui Jefté corresponde a rejeição, não suportando o impacto da dor emocional, ele abandonou o seu lar fugindo de casa. Porém, apesar de ter saído da situação, levou consigo uma pesada bagagem de muitas pedradas recebidas. Ele carregava dentro de si uma ferida, sua alma estava esburacada pela rejeição.
A marginalização: a maldição do filho bastardo
Juizes 11:3 - e habitou na terra de Tobe; e homens levianos se ajuntaram a Jefté, e saíam com ele.
Machucado e desprotegido espiritualmente, ele mesmo se marginalizou, confirmando seus sentimentos de rejeição. “A terra de Tobe” um ambiente de orfandade. Esse é um lugar de muitos traumas e feridas. Tobe é rua para onde muitos vai fugindo do lar que se tornou uma ameaça
Deuteronômio 23:2 – Nenhum bastardo entrará na congregação do SENHOR; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do SENHOR.
Uma aliança (casamento) tem o poder de congregar, proteger, e abençoar as pessoas em todas as condições de existência.
Em contra partida, toda afronta contra o princípio da aliança dispersa as pessoas. Expulsando do meio onde deveriam estar protegidas. Benção e maldição são situações inteiramente ligadas com o princípios da aliança. Os filhos bastardos são gerados na lascívia e não no amor. Na verdade esta inocente criança passa a ser a péssima notícia. Para muitos ele é até visto como o castigo de Deus, e a vergonha da família.
Tentativas de esconder a gravidez, iniciativas de aborto, palavras de maldição ditas contra a situação e o filho indesejado, invocam um espírito de rejeição ao longo de sua vida parasitando a sua auto-estima. Vê a si mesmo como o patinho feio e com uma dificuldade constante de se ajustar em qualquer ambiente.
Apesar de muitos pais adotivos criarem o filho com todo amor e disciplina, eles apresentam uma postura de rebelião e segregamento. Estão debaixo ainda do legado dos pais biológicos. Quando a maldição é quebrada a pessoa sente-se parte da igreja e se encaixa nela.
Jefté tornou-se um líder muito zeloso, porém ferido, isso corrompeu seu conhecimento de Deus, o que se evidencia quando ele empenha a vida da própria filha num voto a Deus. Armadilhas e retaliações sempre acontecem à sombra de fortalezas espirituais internas ou brechas. Quando uma pessoa mantém uma ferida aberta em sua vida, as coisas tornam-se muito mais fáceis para o inimigo. As feridas da alma debilitam a pessoa tornando-a uma presa fácil. Qualquer oportunidade que nos leva a ignorar conflitos não resolvidos é potencialmente perigoso.
A posição de liderança sem a genuína autoridade patente que vem do alto implica a dinâmica de um sonho que vira pesadelo. O conflito não resolvido de hoje é a crise de amanhã. Jefté como líder de sua cidade estava por de trás dessa situação? Independentemente foi algo muito perigoso. Um homem ferido e marginalizado de um momento para o outro, torna-se o líder da cidade.
Assumir uma posição de liderança sem estar totalmente curado é uma das mais terríveis armadilhas, em que um líder pode cair. Essa bajulação em forma de “amor” que ignora a integridade moral e um verdadeiro quebrantamento da pessoa é uma autentica cilada.
Os anciões de Gileade precisavam de um testa de ferro, e Jefte queria estar por cima daqueles que o rejeitaram. Estava pronto para a negociar qualquer coisa por uma situação como essa. Aqui estava sua oportunidade de compensar sua inferioridade perante a sua família e sociedade.
Inspirado por essa dor de ser um renegado, ele liderou o exército de Israel na guerra. Na verdade estava mais vulnerável do que podia perceber. Não vamos ajudar uma pessoa ferida dando presentes, cargos, posições elogios.
Juizes 11:9-10 - Então Jefté disse aos anciãos de Gileade: Se me levardes de volta para combater contra os filhos de Amom, e o SENHOR mos der diante de mim, então eu vos serei por chefe? E disseram os anciãos de Gileade a Jefté: O SENHOR será testemunha entre nós, e assim o faremos conforme a tua palavra.
Jefté mal podia se conter pensando nessa virada de mesa. Tinha tanta necessidade de se auto-afirmar perante seus rejeitadores que negociou com Deus a ponto de expor sua própria família. Aquela oportunidade pareceu um sonho. Não podia perdê-la. Só que isto pode durar apenas algum tempo. Algumas vezes eu já vi lideres que se recusam a parar, tentam justificar sua insistência com alguns resultados, mas estão sendo cevados para um golpe mortal. Muitos escândalos e perdas irreparáveis.
Jefté ganhou a guerra mas perdeu sua filha, arruinou seu lar e extinguiu sua linhagem. Nenhum tipo de vitória compensa a destruição familiar. O momento que estava vivendo Israel era de inconstância espiritual e falta de zelo para com Deus. A nação se consertava e logo após se desviava de Deus. Jefté entrou numa batalha sem cobertura nenhuma, a própria forma como os lideres negociaram com Jefte mostrava que a nação estava sem nenhum teto espiritual.
Quem era o exercito inimigo?
Os amonitas. Quem eram os amnitas? Eram uns dos piores inimigos de Israel. Conhecer o inimigo gera informação que podem fazer a diferença entre a vitória e a derrota. Quando você identifica o inimigo, você pode discernir não só o tipo de tarefa que ele desempenha, como suas estratégias no ataque.
Amon e Moabe eram filhos de Ló, com suas filhas (Gêneses 19:24-38). Eram filhos bastardos frutos de um incesto. Tornaram-se revoltados e avesso a salvação. Podemos identificar o principado demoníaco de Amon com perversão sexual. O mesmo inimingo que agia em Jefté.
Com isso Jefté estava vulnerável em lutar contra o inimigo. Você não pode enfrentar uma situação que te domina. Ló, o pai dos amonitas, havia perdido tudo. Estava conhendo o fruto da sua cobiça. (Jordão). A familia foi contaminada pelo espírito de Sodoma, a mulher deixou seu coração em Sodama, suas filhas perderam a moral e respeito pelo seu pai. Esta é uma historia de ruína e miséria famiiar. Essa foi a herança de Amon e Moabe.
GIDEÃO FOI UM GUERREIRO PRUDENTE
Tinha discernimento do inimigo
Gideão estava malhando trigo no lagar ....
Tinha conhecimento e discernimento dos grande feitos de Deus.
O que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram ...
Tinha discernimento das suas limitações
Vai nessa sua força ... Ai Senhor como que livrarei a Israel? Eis que meu milheiros é o mais pobre ...
Tinha discernimento da sua família
Então Gideão edificaou um altar ao Senhor e lhe chamou, o Senhor é paz. E aconteceu naquela noite pegou o boi de seu pai ... (Gideão levantou um altar da família) (consagrou os negócios de seu pai a Deus).
Tinha discernimento da natureza da batalha
Derrubou o altar construído a Baal ... (A luta era espiritual, quebrou a legalidade, aquilo que alimentava e fortalecia o demônio na vida de sua família. Quebrou as consagrações feita as demônios).
Tinha discernimento da vontade de Deus
Fez prova de Deus com o novelo de lá ...
Tinha discernimento das estratégias de Deus
Com trezentos homens apenas contra 130.000 saldados bem ar mandos. Com uma tocha de fogo e um cântaro se seria quebrado (quebrantamento) recebeu a vitória do Senhor.
CONCLUSÃO: Jefté foi um homem que cresceu e viveu debaixo de um terrível legado de maldição. Foi ferido em sua identidade. Discriminado pelos irmãos, vitima da indiferença do pai e da vulgaridade da mãe.O filho da prostituta foi combater o filho do incesto e o resultado foi trágico. Tornou-se vitima do seu próprio potencial. Gideão entrou na batalha com discernimento. Foi um homem sarado que soube intervir, quebrando o jugo de Baal sobre a sua família e nação. Foi levantado com Jerubaal (aquele que confronta e atropela Baal). Foi um homem conhecido por Deus e no inferno.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Busca de Satisfação na Vida
Você já tentou pegar a fumaça do escapamento de um carro ou ônibus? Parece bem substancial, mas quando você tenta agarrá-la, percebe-se que não apanhou nada. A vida é assim. Parece impressionante, mas quando você pára e a analisa, não há nada durável ou satisfatório nela. É vazia. È o que podemos falar de viver de futilidade e aparência.
O livro de Eclesiastes registra a busca de Salomão por significado e propósito na vida. Ele buscava valor real em diferentes áreas, mas o resultado final era deprimente. "Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade" (1:2). "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol" (2:11). Ele achava a vida vazia e sem significado. Ele disse que era como caçar o vento: nunca se consegue pegá-lo. Estaremos constantemente frustrados se procurarmos ganhar algo na vida que não está nela. Quando reconhecemos que a vida é vazia, somos libertados para buscar seu verdadeiro significado fora desta existência temporal, e então encontramos o significado e propósito verdadeiro.
Eclesiastes contém quatro pensamentos básicos:
A busca do Pregador por valor real na vida; ele concluiu que tudo é vaidade. Razões para as frustrações na vida.
Alguns modos melhores para viver a vida apesar dela ser vazia.
A única satisfação que há para um homem. Este artigo estudará os pontos 1, 2 e 4.
O escritor buscou significado em muitas áreas.
Ele tentou a sabedoria: "Disse comigo: eis que me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; com efeito, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é correr atrás do vento. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza" (1:16-18). Com o aumento da sabedoria veio o aumento da dor, porque maior percepção do mundo leva a maior frustração com as coisas tortas do mundo que não podem ser retificadas. Ele buscou prazer: "Disse comigo: vamos! Eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade; mas também isso era vaidade. Do riso disse: é loucura; e da alegria: de que serve?" (2:1-2).
Ele procurou significado no uso moderado de álcool: "Resolvi no meu coração dar-me ao vinho, regendo-me, contudo, pela sabedoria, e entregar-me à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida" (2:3).
Ele tentou satisfazer-se com grandes realizações: "Empreendi grandes obras; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. Fiz jardins e pomares para mim e nestes plantei árvores frutíferas de toda espécie. Fiz para mim açudes, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores" (2:4-6).
Ele comprou escravos: "Comprei servos e servas e tive servos nascidos em casa" (2:7).
Ele acumulou grande riqueza: "Também possuí bois e ovelhas, mais do que possuíram todos os que antes de mim viveram em Jerusalém. Amontoei também para mim prata e ouro e tesouros de reis e de províncias" (2:7-8).
Ele buscou divertimento e prazer sexual: "Provi-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres" (2:8).
Ele também observou o resultado da busca por popularidade (veja 4:13-16). Depois dessa análise detalhada, qual foi a conclusão final? "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol" (2:11). Não havia satisfação em nenhuma destas buscas.
Razões para as Frustrações na Vida
Há boas razões pelas quais a vida é inerentemente insatisfatória, não importa quão bem sucedidas nossas buscas possam ser.
Nenhuma realização. Nada realmente acontece na vida. Há uma infindável e cansativa sucessão de acontecimentos, mas não há resultado. Essa monotonia é bem ilustrada pelos ciclos naturais na terra (1:3-7). O sol se levanta, põe-se, e levanta-se novamente. Muita atividade, nenhuma mudança. O vento sopra para o norte, sopra para o sul, e sopra para o norte novamente. Muito movimento, nenhuma realização. Os rios correm para o mar, e correm para o mar, e correm para o mar. Estão em constante movimento mas jamais se esvaziam e o mar jamais se enche.
Não se pode mudar nada. Nunca se consegue, realmente, fazer muita diferença. As coisas vão acontecer quando acontecerem e pouco haverá que se possa fazer para mudar isso. Este é o ponto do Pregador em 3:1-8 quando ele discute como há um tempo para tudo (veja também 3:14 e 8:8). Há muitas coisas importantes sobre as quais não temos, absolutamente, nenhum domínio: o clima, as condições econômicas, a guerra, a doença, a morte, etc. É frustrante estar à mercê de forças externas.
Não se pode prever nada. "Porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare" (8:7). Há tantas incertezas, tantas perguntas sem respostas na vida. Podemos nos juntar a Jó ao perguntar por quê, e acompanhá-lo no passar de muitos dias agonizantes sem nenhuma resposta.
O mesmo destino para todos. A mesma coisa acontece aos homens bons e aos perversos. "Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo" (9:1-3). A morte é muito democrática; há uma para todos. Quanto a esta vida, a mesma coisa que acontece conosco acontece aos animais: morremos e nossa carne apodrece (3:18-21). Se a vida atual fosse tudo o que há, nosso fim seria exatamente igual ao dos animais. Que deprimente!
O acaso governa. "Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso" (9:11). O sucesso não está sob o nosso comando. O melhor sujeito nem sempre ganha. Às vezes a vitória é apenas uma questão de sorte.
Nenhuma retenção. Aqui nada é durável. Poucos anos depois que morrermos ninguém se lembrará de nós nem se importará conosco. Nosso legado será passado para alguém que não trabalhou por ele e que, conseqüentemente, não o apreciará nem usará como nós o faríamos. "Pois, tanto do sábio como do estulto, a memória não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto! ... Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade" (2:16, 18-19). O empenho humano não pode ser recordado, retido ou passado a outro.
Nenhuma satisfação. As pessoas freqüentemente pensam, "Se tivéssemos mais um pouco, poderíamos ser felizes." Assim conseguem um pouco mais; porém, ainda estão infelizes. As coisas desta vida nunca satisfazem; nosso vazio sempre fica mais e mais profundo. "Todo trabalho do homem é para a sua boca; e , contudo, nunca se satisfaz o seu apetite" (6:7).
Injustiça. A vida não é justa. Quem consegue o emprego ou a promoção? Muitas vezes é a pessoa que menos merece. Geralmente é preciso menos esforço para criar um problema do que para resolvê-lo. "Qual a mosca morta faz o ungüento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia" (10:1).
Velhice. Eclesiastes 12:2-8 registra uma descrição poética do envelhecimento. Em termos pitorescos, as fraquezas da velhice são descritas: as mãos trêmulas, a postura encurvada, os dentes perdidos, a visão diminuída, a audição debilitada, o sono intermitente, a voz áspera, o cabelo encanecido, o andar desajeitado, etc. Assim, se não morrermos antes, estaremos todos destinados a esse estado débil. Que deprimente!
A Verdadeira Satisfação na Vida
Necessitamos dessa mensagem. É má notícia. Mas precisamos receber as más notícias para procurarmos a cura. Podemos menosprezar o fato da vida ser vazia, podemos ocupar-nos em atividades frenéticas, podemos trombetear em alto som que estamos felizes e satisfeitos, mas não podemos escapar. Buscando sombras incontáveis ficamos cada vez mais vazios. Somente quando reconhecermos a total futilidade de todos os esforços nesta vida, nos voltaremos para aquele que pode dar o significado e a satisfação que buscamos. A vida realmente tem significado, propósito e valor quando nossa meta é servir a Deus. "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más" (12:13-14). Há um espaço em nossa alma que somente Deus pode ocupar, e nunca estaremos em paz até que permitamos que ele a preencha.
Esta é a mensagem de Eclesiastes. A vida é vazia, a menos que façamos de Deus nossa vida. Ele é a única meta adequada de nossa existência. Sem ele descemos no vazio e no desespero, apesar de todos os esforços para nos enchermos com o mundo. "Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade" (1:2).
-por Gary Fisher
O livro de Eclesiastes registra a busca de Salomão por significado e propósito na vida. Ele buscava valor real em diferentes áreas, mas o resultado final era deprimente. "Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade" (1:2). "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol" (2:11). Ele achava a vida vazia e sem significado. Ele disse que era como caçar o vento: nunca se consegue pegá-lo. Estaremos constantemente frustrados se procurarmos ganhar algo na vida que não está nela. Quando reconhecemos que a vida é vazia, somos libertados para buscar seu verdadeiro significado fora desta existência temporal, e então encontramos o significado e propósito verdadeiro.
Eclesiastes contém quatro pensamentos básicos:
A busca do Pregador por valor real na vida; ele concluiu que tudo é vaidade. Razões para as frustrações na vida.
Alguns modos melhores para viver a vida apesar dela ser vazia.
A única satisfação que há para um homem. Este artigo estudará os pontos 1, 2 e 4.
O escritor buscou significado em muitas áreas.
Ele tentou a sabedoria: "Disse comigo: eis que me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; com efeito, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é correr atrás do vento. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza" (1:16-18). Com o aumento da sabedoria veio o aumento da dor, porque maior percepção do mundo leva a maior frustração com as coisas tortas do mundo que não podem ser retificadas. Ele buscou prazer: "Disse comigo: vamos! Eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade; mas também isso era vaidade. Do riso disse: é loucura; e da alegria: de que serve?" (2:1-2).
Ele procurou significado no uso moderado de álcool: "Resolvi no meu coração dar-me ao vinho, regendo-me, contudo, pela sabedoria, e entregar-me à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida" (2:3).
Ele tentou satisfazer-se com grandes realizações: "Empreendi grandes obras; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. Fiz jardins e pomares para mim e nestes plantei árvores frutíferas de toda espécie. Fiz para mim açudes, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores" (2:4-6).
Ele comprou escravos: "Comprei servos e servas e tive servos nascidos em casa" (2:7).
Ele acumulou grande riqueza: "Também possuí bois e ovelhas, mais do que possuíram todos os que antes de mim viveram em Jerusalém. Amontoei também para mim prata e ouro e tesouros de reis e de províncias" (2:7-8).
Ele buscou divertimento e prazer sexual: "Provi-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres" (2:8).
Ele também observou o resultado da busca por popularidade (veja 4:13-16). Depois dessa análise detalhada, qual foi a conclusão final? "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol" (2:11). Não havia satisfação em nenhuma destas buscas.
Razões para as Frustrações na Vida
Há boas razões pelas quais a vida é inerentemente insatisfatória, não importa quão bem sucedidas nossas buscas possam ser.
Nenhuma realização. Nada realmente acontece na vida. Há uma infindável e cansativa sucessão de acontecimentos, mas não há resultado. Essa monotonia é bem ilustrada pelos ciclos naturais na terra (1:3-7). O sol se levanta, põe-se, e levanta-se novamente. Muita atividade, nenhuma mudança. O vento sopra para o norte, sopra para o sul, e sopra para o norte novamente. Muito movimento, nenhuma realização. Os rios correm para o mar, e correm para o mar, e correm para o mar. Estão em constante movimento mas jamais se esvaziam e o mar jamais se enche.
Não se pode mudar nada. Nunca se consegue, realmente, fazer muita diferença. As coisas vão acontecer quando acontecerem e pouco haverá que se possa fazer para mudar isso. Este é o ponto do Pregador em 3:1-8 quando ele discute como há um tempo para tudo (veja também 3:14 e 8:8). Há muitas coisas importantes sobre as quais não temos, absolutamente, nenhum domínio: o clima, as condições econômicas, a guerra, a doença, a morte, etc. É frustrante estar à mercê de forças externas.
Não se pode prever nada. "Porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare" (8:7). Há tantas incertezas, tantas perguntas sem respostas na vida. Podemos nos juntar a Jó ao perguntar por quê, e acompanhá-lo no passar de muitos dias agonizantes sem nenhuma resposta.
O mesmo destino para todos. A mesma coisa acontece aos homens bons e aos perversos. "Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo" (9:1-3). A morte é muito democrática; há uma para todos. Quanto a esta vida, a mesma coisa que acontece conosco acontece aos animais: morremos e nossa carne apodrece (3:18-21). Se a vida atual fosse tudo o que há, nosso fim seria exatamente igual ao dos animais. Que deprimente!
O acaso governa. "Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso" (9:11). O sucesso não está sob o nosso comando. O melhor sujeito nem sempre ganha. Às vezes a vitória é apenas uma questão de sorte.
Nenhuma retenção. Aqui nada é durável. Poucos anos depois que morrermos ninguém se lembrará de nós nem se importará conosco. Nosso legado será passado para alguém que não trabalhou por ele e que, conseqüentemente, não o apreciará nem usará como nós o faríamos. "Pois, tanto do sábio como do estulto, a memória não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto! ... Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade" (2:16, 18-19). O empenho humano não pode ser recordado, retido ou passado a outro.
Nenhuma satisfação. As pessoas freqüentemente pensam, "Se tivéssemos mais um pouco, poderíamos ser felizes." Assim conseguem um pouco mais; porém, ainda estão infelizes. As coisas desta vida nunca satisfazem; nosso vazio sempre fica mais e mais profundo. "Todo trabalho do homem é para a sua boca; e , contudo, nunca se satisfaz o seu apetite" (6:7).
Injustiça. A vida não é justa. Quem consegue o emprego ou a promoção? Muitas vezes é a pessoa que menos merece. Geralmente é preciso menos esforço para criar um problema do que para resolvê-lo. "Qual a mosca morta faz o ungüento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia" (10:1).
Velhice. Eclesiastes 12:2-8 registra uma descrição poética do envelhecimento. Em termos pitorescos, as fraquezas da velhice são descritas: as mãos trêmulas, a postura encurvada, os dentes perdidos, a visão diminuída, a audição debilitada, o sono intermitente, a voz áspera, o cabelo encanecido, o andar desajeitado, etc. Assim, se não morrermos antes, estaremos todos destinados a esse estado débil. Que deprimente!
A Verdadeira Satisfação na Vida
Necessitamos dessa mensagem. É má notícia. Mas precisamos receber as más notícias para procurarmos a cura. Podemos menosprezar o fato da vida ser vazia, podemos ocupar-nos em atividades frenéticas, podemos trombetear em alto som que estamos felizes e satisfeitos, mas não podemos escapar. Buscando sombras incontáveis ficamos cada vez mais vazios. Somente quando reconhecermos a total futilidade de todos os esforços nesta vida, nos voltaremos para aquele que pode dar o significado e a satisfação que buscamos. A vida realmente tem significado, propósito e valor quando nossa meta é servir a Deus. "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más" (12:13-14). Há um espaço em nossa alma que somente Deus pode ocupar, e nunca estaremos em paz até que permitamos que ele a preencha.
Esta é a mensagem de Eclesiastes. A vida é vazia, a menos que façamos de Deus nossa vida. Ele é a única meta adequada de nossa existência. Sem ele descemos no vazio e no desespero, apesar de todos os esforços para nos enchermos com o mundo. "Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade" (1:2).
-por Gary Fisher
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Quando Tudo Dá Errado: O exemplo de Jó
Imagine um dia que começa como qualquer outro. Você se levanta para ir ao serviço e, chegando na firma, encontra as portas lacradas. A firma fechou, sem aviso. Você, inesperadamente, ficou desempregado. Tendo obrigações para cumprir, você decide ir ao banco para sacar dinheiro e pagar algumas contas que estão vencendo. Mas, chegando ao banco, eles dizem que sua conta foi fechada, sem explicação, e que você não tem nenhum centavo. O dia já está piorando. Você resolve voltar para casa, ainda tentando entender o que está acontecendo. Chegando perto de sua rua, você percebe vários bombeiros e ambulâncias correndo por todos os lados. Suas vizinhas estão na rua, chorando inconsolavelmente. Antes de você chegar até sua casa, um dos vizinhos chama você e fala palavras que jamais esquecerá: "Aconteceu tão rápido", ele diz, "que não foi possível salvar ninguém. A casa, de repente, explodiu. Todos que estavam dentro morreram. Eu sinto muito. Todos os seus filhos estão mortos."
Alguns dias passam. Você acorda num lugar estranho. Olhando para seu redor, percebe que está num hospital. Você está sentindo dores terríveis, e uma coceira constante. Depois de algumas horas de sofrimento, a enfermeira avisa que está na hora de visita. No seu caso, várias pessoas serão permitidas entrar para visitá-lo. A primeira pessoa que entra no quarto é sua esposa. Precisando muito de uma palavra de consolo e de explicação, você olha para ela com tanta esperança, nunca imaginando o que ela vai falar. Ela chega perto da sua cama e começa a gritar: "Eu não entendo a sua atitude", ela diz. "Sua fé não vale nada. Você confia num Deus que fez tudo isso? Amaldiçoe o nome de Deus e morra!" Com essas palavras, ela sai do quarto.
Enquanto você procura entender tudo isso, chegam alguns amigos seus. São velhos amigos, sempre prontos para ajudar. Agora será consolado! Mas, eles entram no quarto, vêem seu estado crítico e seu corpo desfigurado pela doença, e não falam nada. Ficam com a boca aberta, olhando, mas não acreditam. Depois de um longo período de silêncio, um deles fala: "Você mereceu isso. Você deve ter feito alguma maldade muito grande, e Deus está te castigando. Ele tirou todos os seu bens e matou seus filhos. Ele causou esta sua doença. Ele fez tudo isso porque você é mau!" Você começa discutir quando um dos outros concorda com o primeiro, e depois outro também concorda com eles. Não adianta discutir. Para eles, você é um detestável pecador que deve sofrer mais ainda.
De repente, algumas crianças passam no corredor. Você se anima, porque crianças sempre trazem alegria e amor. Mas, estas crianças param na porta, vêem a feiura do seu rosto e corpo, e saem correndo. "Nunca vi nada tão feio", uma delas comenta.
Tudo ficção? Jamais aconteceria uma coisa tão terrível? Modifiquei os detalhes para ajudar você, o leitor moderno, sentir na pele o que aconteceu na vida de Jó. O livro de Jó é, possivelmente, o primeiro livro bíblico escrito. Um homem fiel e abençoado por Deus perdeu, num dia só, todas as suas posses e todos os seus filhos. Logo depois, foi atacado por uma terrível enfermidade. Que bem poderia ser Aids este homem de Deus, e disse: "Amaldiçoa a Deus e morre" (Jó 2:9). Os amigos o condenaram e discutiram com ele para provar a sua culpa (a maior parte do livro relata essas discussões, começando no 2:11 e continuando até 37:24). Todos os conhecidos dele, até as crianças, o desprezaram (19:13-19).
O livro de Jó trata de um dos assuntos mais difíceis na experiência humana: como entender e lidar com o sofrimento. É um livro rico e cativante que todos os servos de Deus precisam estudar. Um dia, mais cedo ou mais tarde, ele será útil na sua vida. Neste artigo, vamos considerar algumas lições claras e importantes desse livro.
Pessoas boas sofrem
Talvez o ponto principal do livro é o simples fato que pessoas fiéis a Deus ainda sofrem nesta vida. O primeiro versículo do livro já define, do ponto de vista de Deus (veja, também, Jó 1:8) o caráter de Jó: "Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal." Enquanto entendemos que o sofrimento entrou no mundo por causa do pecado (Gênesis 3:16-19), aprendemos em vários trechos bíblicos que a dor e a tristeza atingem as pessoas boas e dedicadas. Jó, um homem íntegro, sofreu imensamente. Paulo, um servo dedicado ao Senhor, sofreu muito mais do que a grande maioria dos ímpios (2 Coríntios 11:23-27). Mesmo quando ele pediu a Deus, querendo alívio de algum problema, Deus recusou seu pedido (2 Coríntios 12:7-9). Mas, não devemos estranhar com isso, pois o próprio Filho de Deus sofreu na carne (Hebreus 2:9-10,18). Os que servem a ele sofrem, também.
O diabo quer nos derrubar com nosso sofrimento
O propósito de Satanás fica bem claro nos primeiros dois capítulos de Jó. Ele vê o sofrimento como uma grande oportunidade para derrubar a fé dos servos de Deus. Ele aceitou o desafio de tentar destruir a fé de um dos homens mais idôneos do mundo. Depois, ele foi tão ousado que desafiou o próprio Jesus, usando todas as tentações imagináveis para o vencer (Mateus 4:1-11). O diabo entende muito sobre a natureza humana. Ele sabe que pessoas que servem a Deus fielmente quando tudo vai bem na vida podem ser tentadas por meio de alguma calamidade pessoal. Problemas financeiros, a morte de um ente querido, alguma doença grave -- tais sofrimentos na vida são, freqüentemente, o motivo de abandonar a Cristo. Enquanto a mulher de Jó não prevaleceu na vida do próprio marido, o conselho dela (Jó 2:9) vem derrubando a fé de muitas outras pessoas que enfrentam dificuldades na vida. Jó não sabia a fonte de seu sofrimento (capítulos 1 e 2 contam a história para nós, mas ele não sabia de tudo que estava acontecendo entre Deus e Satanás). Às vezes, nós não temos noção da fonte das nossas dificuldades. Mas, podemos ter certeza que o diabo está torcendo para que tropecemos e afastemos de Deus.
Amigos nem sempre ajudam
Três amigos de Jó ficaram sabendo de seu sofrimento, "e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo" (Jó 2:11). Mas as palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas nas opiniões deles, e não na verdade que vem de Deus. Onde Deus não tinha falado, eles ousaram de falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e sim perturbação e desânimo. A mesma coisa acontece hoje. Quando alguém sofre de um problema de saúde, outras pessoas tendem falar sobre algum caso triste de alguém que teve a mesma doença e morreu. Quando uma pessoa amada morre, muitas pessoas procuram confortar a família com palavras insensatas e até mentirosas. É melhor falar umas poucas palavras com compaixão do que falar muito e entristecer a pessoa mais ainda. Quando sofremos perda, é melhor procurar conselho na palavra de Deus e da boca de pessoas que a conhecem e que vivem segundo a vontade do Senhor.
Deus não explica tudo
Quando sofremos, é natural perguntar: "Por quê?". Jó fez isso (Jó 3:24). Habacuque fez a mesma coisa (Habacuque 1:3). Milhões de outras pessoas têm feito a mesma pergunta. É interessante e importante observar que Deus não responde a todas as nossas perguntas. Pode ler o livro de Jó do começo ao fim, e não encontrará uma resposta completa de Deus à pergunta do sofredor. Durante a boa parte da história, Deus deixou Jó e seus amigos a ponderar o problema. Quando o Senhor falou no fim do livro, ele não explicou o porquê. A partir do capítulo 38, Deus afrima que o homem, como mera criatura, não é capaz de entender muitas das coisas de Deus, e não é digno de questionar a sabedoria divina. Jó entendeu a correção de Deus, e respondeu humildemente:"Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei" (Jó 40:4-5). Jó pediu desculpas a Deus por ter duvidado da justiça e da bondade do Criador: "Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia....Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42:3,6).
Depois do sofrimento, vêm as bênçãos
O sofrimento desta vida é temporário. O sofrimento de Jó foi intenso, mas não durou para sempre. É bem provável que ele lembrou, durante o resto da vida, daquelas experiências doloridas. Mas a crise passou, e a vida continuou. Deus restaurou as posses dele em porções dobradas. A mesma coisa acontece conosco. Enfrentamos alguns dias muito difíceis, mas as tempestades passam e a vida continua. Vivendo na época da nova aliança de Cristo, nós temos uma grande vantagem. Temos uma esperança bem definida de uma recompensa eterna no céu (Hebreus 11:13-16,39-40; 12:1-3; 13:14). Qualquer sofrimento é pequeno quando o colocamos no contexto da eternidade.
Fiéis no sofrimento
Nós vamos sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são falsos mestres que ou não conhecem ou não aceitam a palavra do Senhor. Jó perdeu tudo. Jeremias foi preso. João Batista foi decapitado. Jesus foi crucificado. Estêvão foi apedrejado. Paulo sofreu naufrágio e prisões. Você, também, vai sofrer. Os problemas da vida não sugerem falta de fé, e não são provas de algum terrível pecado na sua vida. Às vezes, as provações vêm como disciplina de Deus (Hebreus 12:6-13); às vezes, não. Mas sempre são oportunidades para crescer (Tiago 1:2-4), e convites para adorar a Deus (Tiago 5:13; Jó 1:20).
Alguns dias passam. Você acorda num lugar estranho. Olhando para seu redor, percebe que está num hospital. Você está sentindo dores terríveis, e uma coceira constante. Depois de algumas horas de sofrimento, a enfermeira avisa que está na hora de visita. No seu caso, várias pessoas serão permitidas entrar para visitá-lo. A primeira pessoa que entra no quarto é sua esposa. Precisando muito de uma palavra de consolo e de explicação, você olha para ela com tanta esperança, nunca imaginando o que ela vai falar. Ela chega perto da sua cama e começa a gritar: "Eu não entendo a sua atitude", ela diz. "Sua fé não vale nada. Você confia num Deus que fez tudo isso? Amaldiçoe o nome de Deus e morra!" Com essas palavras, ela sai do quarto.
Enquanto você procura entender tudo isso, chegam alguns amigos seus. São velhos amigos, sempre prontos para ajudar. Agora será consolado! Mas, eles entram no quarto, vêem seu estado crítico e seu corpo desfigurado pela doença, e não falam nada. Ficam com a boca aberta, olhando, mas não acreditam. Depois de um longo período de silêncio, um deles fala: "Você mereceu isso. Você deve ter feito alguma maldade muito grande, e Deus está te castigando. Ele tirou todos os seu bens e matou seus filhos. Ele causou esta sua doença. Ele fez tudo isso porque você é mau!" Você começa discutir quando um dos outros concorda com o primeiro, e depois outro também concorda com eles. Não adianta discutir. Para eles, você é um detestável pecador que deve sofrer mais ainda.
De repente, algumas crianças passam no corredor. Você se anima, porque crianças sempre trazem alegria e amor. Mas, estas crianças param na porta, vêem a feiura do seu rosto e corpo, e saem correndo. "Nunca vi nada tão feio", uma delas comenta.
Tudo ficção? Jamais aconteceria uma coisa tão terrível? Modifiquei os detalhes para ajudar você, o leitor moderno, sentir na pele o que aconteceu na vida de Jó. O livro de Jó é, possivelmente, o primeiro livro bíblico escrito. Um homem fiel e abençoado por Deus perdeu, num dia só, todas as suas posses e todos os seus filhos. Logo depois, foi atacado por uma terrível enfermidade. Que bem poderia ser Aids este homem de Deus, e disse: "Amaldiçoa a Deus e morre" (Jó 2:9). Os amigos o condenaram e discutiram com ele para provar a sua culpa (a maior parte do livro relata essas discussões, começando no 2:11 e continuando até 37:24). Todos os conhecidos dele, até as crianças, o desprezaram (19:13-19).
O livro de Jó trata de um dos assuntos mais difíceis na experiência humana: como entender e lidar com o sofrimento. É um livro rico e cativante que todos os servos de Deus precisam estudar. Um dia, mais cedo ou mais tarde, ele será útil na sua vida. Neste artigo, vamos considerar algumas lições claras e importantes desse livro.
Pessoas boas sofrem
Talvez o ponto principal do livro é o simples fato que pessoas fiéis a Deus ainda sofrem nesta vida. O primeiro versículo do livro já define, do ponto de vista de Deus (veja, também, Jó 1:8) o caráter de Jó: "Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal." Enquanto entendemos que o sofrimento entrou no mundo por causa do pecado (Gênesis 3:16-19), aprendemos em vários trechos bíblicos que a dor e a tristeza atingem as pessoas boas e dedicadas. Jó, um homem íntegro, sofreu imensamente. Paulo, um servo dedicado ao Senhor, sofreu muito mais do que a grande maioria dos ímpios (2 Coríntios 11:23-27). Mesmo quando ele pediu a Deus, querendo alívio de algum problema, Deus recusou seu pedido (2 Coríntios 12:7-9). Mas, não devemos estranhar com isso, pois o próprio Filho de Deus sofreu na carne (Hebreus 2:9-10,18). Os que servem a ele sofrem, também.
O diabo quer nos derrubar com nosso sofrimento
O propósito de Satanás fica bem claro nos primeiros dois capítulos de Jó. Ele vê o sofrimento como uma grande oportunidade para derrubar a fé dos servos de Deus. Ele aceitou o desafio de tentar destruir a fé de um dos homens mais idôneos do mundo. Depois, ele foi tão ousado que desafiou o próprio Jesus, usando todas as tentações imagináveis para o vencer (Mateus 4:1-11). O diabo entende muito sobre a natureza humana. Ele sabe que pessoas que servem a Deus fielmente quando tudo vai bem na vida podem ser tentadas por meio de alguma calamidade pessoal. Problemas financeiros, a morte de um ente querido, alguma doença grave -- tais sofrimentos na vida são, freqüentemente, o motivo de abandonar a Cristo. Enquanto a mulher de Jó não prevaleceu na vida do próprio marido, o conselho dela (Jó 2:9) vem derrubando a fé de muitas outras pessoas que enfrentam dificuldades na vida. Jó não sabia a fonte de seu sofrimento (capítulos 1 e 2 contam a história para nós, mas ele não sabia de tudo que estava acontecendo entre Deus e Satanás). Às vezes, nós não temos noção da fonte das nossas dificuldades. Mas, podemos ter certeza que o diabo está torcendo para que tropecemos e afastemos de Deus.
Amigos nem sempre ajudam
Três amigos de Jó ficaram sabendo de seu sofrimento, "e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo" (Jó 2:11). Mas as palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas nas opiniões deles, e não na verdade que vem de Deus. Onde Deus não tinha falado, eles ousaram de falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e sim perturbação e desânimo. A mesma coisa acontece hoje. Quando alguém sofre de um problema de saúde, outras pessoas tendem falar sobre algum caso triste de alguém que teve a mesma doença e morreu. Quando uma pessoa amada morre, muitas pessoas procuram confortar a família com palavras insensatas e até mentirosas. É melhor falar umas poucas palavras com compaixão do que falar muito e entristecer a pessoa mais ainda. Quando sofremos perda, é melhor procurar conselho na palavra de Deus e da boca de pessoas que a conhecem e que vivem segundo a vontade do Senhor.
Deus não explica tudo
Quando sofremos, é natural perguntar: "Por quê?". Jó fez isso (Jó 3:24). Habacuque fez a mesma coisa (Habacuque 1:3). Milhões de outras pessoas têm feito a mesma pergunta. É interessante e importante observar que Deus não responde a todas as nossas perguntas. Pode ler o livro de Jó do começo ao fim, e não encontrará uma resposta completa de Deus à pergunta do sofredor. Durante a boa parte da história, Deus deixou Jó e seus amigos a ponderar o problema. Quando o Senhor falou no fim do livro, ele não explicou o porquê. A partir do capítulo 38, Deus afrima que o homem, como mera criatura, não é capaz de entender muitas das coisas de Deus, e não é digno de questionar a sabedoria divina. Jó entendeu a correção de Deus, e respondeu humildemente:"Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei" (Jó 40:4-5). Jó pediu desculpas a Deus por ter duvidado da justiça e da bondade do Criador: "Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia....Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42:3,6).
Depois do sofrimento, vêm as bênçãos
O sofrimento desta vida é temporário. O sofrimento de Jó foi intenso, mas não durou para sempre. É bem provável que ele lembrou, durante o resto da vida, daquelas experiências doloridas. Mas a crise passou, e a vida continuou. Deus restaurou as posses dele em porções dobradas. A mesma coisa acontece conosco. Enfrentamos alguns dias muito difíceis, mas as tempestades passam e a vida continua. Vivendo na época da nova aliança de Cristo, nós temos uma grande vantagem. Temos uma esperança bem definida de uma recompensa eterna no céu (Hebreus 11:13-16,39-40; 12:1-3; 13:14). Qualquer sofrimento é pequeno quando o colocamos no contexto da eternidade.
Fiéis no sofrimento
Nós vamos sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são falsos mestres que ou não conhecem ou não aceitam a palavra do Senhor. Jó perdeu tudo. Jeremias foi preso. João Batista foi decapitado. Jesus foi crucificado. Estêvão foi apedrejado. Paulo sofreu naufrágio e prisões. Você, também, vai sofrer. Os problemas da vida não sugerem falta de fé, e não são provas de algum terrível pecado na sua vida. Às vezes, as provações vêm como disciplina de Deus (Hebreus 12:6-13); às vezes, não. Mas sempre são oportunidades para crescer (Tiago 1:2-4), e convites para adorar a Deus (Tiago 5:13; Jó 1:20).
Deus se importa Como pode ter certeza disso?
É Deus responsável pelos nossos problemas?
Inúmeras pessoas no mundo inteiro já se sentiram abandonados por Deus em ocasiões de necessidade. Pessoas que perguntam ‘Por quê, meu Deus?’ ” ou afirmam. “Não perdi totalmente a fé em Deus, mas ela certamente enfraqueceu.” Ou Algumas podem raciocinar assim “Deus não me deu nenhum consolo depois do que aconteceu. Não me deu nenhum sinal, não mostrou compaixão.” E podem finalizar assim “Nunca perdoarei a Deus.” Vc que já passou por uma situação conflitante nunca pensou dessa forma?
Outras pessoas ficam profundamente ressentidos com Deus ao verem o mundo à sua volta. Vêem países dominados pela pobreza e pela fome, refugiados de guerra num estado de desespero, incontáveis crianças que se tornam órfãos devido à AIDS e milhões de pessoas afligidas por outras doenças. Em vista dessas e de outras tragédias, muitos culpam a Deus pela aparente apatia dele.
No entanto, a verdade é que Deus não é culpado pelos problemas que afligem a humanidade. De fato, há motivos válidos para se crer que Deus, dentro em breve, acabará com o dano causado à família humana.
É SOMENTE natural recorrermos a Deus em busca de ajuda quando estamos em apuros. Afinal, ele “é grande e abundante em poder; seu entendimento está além de ser narrado”. (Salmo 147:5) Ele está em melhores condições de nos ajudar a lidar com os nossos problemas. Além disso, a Bíblia nos convida a ‘derramar nosso coração’ diante dele. (Salmo 62:8) Então, por que tantos têm a impressão de que Deus não responde às suas orações? Significa isso que ele não se importa?
Em vez de você culpar logo a Deus pela aparente falta de ação, procure lembrar-se do tempo em que era criança. Quando seus pais não atendiam todas as suas exigências, será que os acusava alguma vez de não o amarem? Muitas crianças fazem isso. No entanto, quando você cresceu, passou a reconhecer que o amor é demonstrado de muitas maneiras e que atender cada pedido duma criança não é realmente a coisa amorosa a fazer.
De modo similar, se Deus nem sempre atende as nossas orações como gostaríamos, isso não significa que ele não se importa conosco. A verdade é que Deus mostra sua preocupação com todos nós de muitas maneiras.
“Por meio dele temos vida”
Acima de tudo, é graças a Deus que “temos vida, e nos movemos e existimos”. (Atos 17:28) O fato de ele nos ter dado a vida certamente mostra seu interesse amoroso em nós.
Além disso, Jesus fornece o que precisamos para continuar vivos. Lemos: “Ele faz brotar capim verde para os animais e vegetação para o serviço da humanidade, a fim de que saia alimento da terra.” (Salmo 104:14) Realmente, nosso Criador faz mais do que apenas fornecer as meras necessidades da vida. Ele dá generosamente “chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo os [nossos] corações plenamente de alimento e de bom ânimo”. — Atos 14:17.
Mesmo assim, alguns talvez se perguntem: ‘Se Deus nos ama tanto, por que permite que soframos?’ Sabe a resposta a essa pergunta?
Deve-se culpar a Deus?
Grande parte do sofrimento da humanidade é causada por ela mesma. Por exemplo, são bem conhecidos os perigos de certas atividades de alto risco. Mesmo assim, há pessoas que se envolvem em imoralidade sexual, vício de bebidas alcoólicas e de outras drogas, fumo, esportes radicais, também dirigem em alta velocidade, e se envolvem em outras coisas mais. Se tal comportamento arriscado causa sofrimento, a quem cabe a culpa? A Deus ou àquele que age imprudentemente? A Palavra inspirada por Deus diz: “Não vos deixeis desencaminhar: De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifará.” — Gálatas 6:7.
Além disso, os humanos muitas vezes prejudicam um ao outro. Quando uma nação declara guerra, certamente a culpa pelo sofrimento resultante não cabe a Deus. Quando um criminoso ataca um concidadão, deve-se culpar a Deus por qualquer dano ou morte resultante disso? Claro que não! Quando um ditador oprime, tortura e assassina os que estão sob o seu controle, devemos culpar a Deus por isso? Seria desarrazoado pensar assim. — Eclesiastes 8:9.
Que dizer dos milhões que vivem na mais absoluta miséria ou que passam fome? Deve-se culpar a Deus? Não. O planeta que serve de lar para nós fornece alimento mais do que o suficiente para alimentar a todos. (Salmo 10:2, 3; 145:16) É a distribuição desigual da abundância provida por Deus que causa ampla fome e pobreza. E o egoísmo humano impede que esse problema seja resolvido.
No entanto, a quem cabe a culpa quando alguém adoece ou morre por causa da idade avançada? Ficaria surpreso de saber que a culpa por tudo isso não cabe a Deus? Deus não criou o homem para envelhecer e morrer.
Quando Adão e Eva, o primeiro casal humano, foram colocados no jardim do Éden, Jeová lhes ofereceu a perspectiva de vida eterna num paraíso terrestre. No entanto, é evidente que ele queria que a Terra fosse povoada por humanos que valorizassem essa herança. Por isso, ele tornou condicional a perspectiva de vida futura deles. Adão e Eva só viveriam no Paraíso enquanto continuassem sujeitos ao seu Criador amoroso. — Gênesis 2:17; 3:2, 3, 17-23.
Lamentavelmente, Adão e Eva se rebelaram. Eva preferiu escutar a Satanás, o Diabo. Ele mentiu para ela e, na realidade, disse que Deus a estava privando de algo bom. De modo que ela passou a tomar um rumo independente e tentou ser “como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau”. Adão juntou-se a ela na rebelião. — Gênesis 3:5, 6.
Quando Adão e Eva pecaram dessa forma, mostraram que não mereciam viver para sempre. Sofreram os resultados desastrosos do pecado. Sua força e vitalidade passaram a diminuir e por fim morreram. (Gênesis 5:5) No entanto, a rebelião deles teve conseqüências muito mais graves. Nós ainda sofremos os efeitos do pecado de Adão e Eva. O apóstolo Paulo escreveu: “Por intermédio de um só homem [Adão] entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” (Romanos 5:12) De fato, por causa da rebelião de Adão e Eva, o pecado e a morte se espalharam por toda a raça humana como uma doença maligna.
A mais forte evidência do cuidado de Deus
Significa isso que a criação humana de Deus foi permanentemente arruinada? Não; e isso nos leva à evidência mais forte de que Deus se importa conosco. A grande custo para si mesmo, Deus proveu os meios para redimir a humanidade do pecado e da morte. O preço de redenção foi a vida perfeita de Jesus, concedida voluntariamente em nosso favor. (Romanos 3:24) De modo que o apóstolo João escreveu: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” ( João 3:16) Em resultado desse notável ato de amor, temos novamente a perspectiva de viver para sempre. Paulo escreveu aos romanos: “Um só ato de justificação resulta para homens de toda sorte serem declarados justos para a vida.” — Romanos 5:18.
Podemos ter certeza de que, no tempo devido de Deus, não haverá mais sofrimento, nem morte, no planeta Terra. Em vez disso, prevalecerão as condições previstas no livro de Revelação (Apocalipse): “Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Revelação 21:3, 4) Você talvez diga: ‘Eu não viverei para ver esse tempo.’ No entanto, o fato é que você poderá viver. E mesmo que você morra, Deus pode ressuscitá-lo dentre os mortos. (João 5:28, 29) Esse é o propósito de Deus para nós, e é o que acontecerá. Dizer que Deus não se importa com a humanidade está longe de ser verdade!
“Chegai-vos a Deus”
É consolador saber que Deus já tomou medidas para solucionar permanentemente o problema do sofrimento humano. No entanto, o que dizer de hoje? O que podemos fazer quando uma pessoa amada morre ou nosso filho adoece? Acontece que ainda não é o tempo de Deus eliminar a doença e a morte. A Bíblia indica que teremos de esperar mais um pouco para isso acontecer. Mas Deus não nos deixou sem ajuda. O discípulo Tiago disse: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” (Tiago 4:8) De fato, nosso Criador nos convida a ter uma relação pessoal bem achegada com ele, e os que a têm nunca deixam de sentir seu apoio, mesmo nas situações mais difíceis.
Como podemos nos achegar a ele? O Rei Davi fez uma pergunta similar uns três milênios atrás, dizendo: “Ó Jeová, quem . . . residirá no teu santo monte?” (Salmo 15:1) Davi respondeu à sua própria pergunta ao dizer: “Aquele que anda sem defeito e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Não caluniou com a sua língua. Não fez nenhum mal ao seu companheiro.” (Salmo 15:2, 3) Em outras palavras, Jeová acolhe os que seguem o proceder rejeitado por Adão e Eva. Ele se achega aos que cumprem a Sua vontade. — Deuteronômio 6:24, 25; 1 João 5:3.
Como podemos fazer a vontade de Deus? Temos de aprender o que é “excelente e aceitável à vista de nosso Salvador, Deus”, e então decidir agir de acordo com isso. (1 Timóteo 2:3) Isto envolve assimilar conhecimento exato da Palavra de Deus, a Bíblia. (João 17:3; 2 Timóteo 3:16, 17) Envolve mais do que apenas uma leitura casual da Bíblia. Temos de imitar os judeus do primeiro século em Beréia, que ouviram a pregação de Paulo. Lemos a respeito deles: “Recebiam a palavra com o maior anelo mental, examinando cuidadosamente as Escrituras, cada dia, quanto a se estas coisas eram assim.” — Atos 17:11.
Atualmente, milhões de pessoas em todo o mundo concordam de todo o coração com o salmista, que disse: “Chegar-me a Deus é bom para mim.” (Salmo 73:28) Elas foram ajudadas a lidar com os problemas com que se confrontam agora, e têm plena confiança na esperança de viver para sempre no Paraíso na Terra. (1 Timóteo 4:8) Por que você não toma por objetivo ‘achegar-se a Deus’? De fato, temos a garantia: ‘Ele não está longe de cada um de nós.’ (Atos 17:27) Sim, Deus realmente se importa com você!
Inúmeras pessoas no mundo inteiro já se sentiram abandonados por Deus em ocasiões de necessidade. Pessoas que perguntam ‘Por quê, meu Deus?’ ” ou afirmam. “Não perdi totalmente a fé em Deus, mas ela certamente enfraqueceu.” Ou Algumas podem raciocinar assim “Deus não me deu nenhum consolo depois do que aconteceu. Não me deu nenhum sinal, não mostrou compaixão.” E podem finalizar assim “Nunca perdoarei a Deus.” Vc que já passou por uma situação conflitante nunca pensou dessa forma?
Outras pessoas ficam profundamente ressentidos com Deus ao verem o mundo à sua volta. Vêem países dominados pela pobreza e pela fome, refugiados de guerra num estado de desespero, incontáveis crianças que se tornam órfãos devido à AIDS e milhões de pessoas afligidas por outras doenças. Em vista dessas e de outras tragédias, muitos culpam a Deus pela aparente apatia dele.
No entanto, a verdade é que Deus não é culpado pelos problemas que afligem a humanidade. De fato, há motivos válidos para se crer que Deus, dentro em breve, acabará com o dano causado à família humana.
É SOMENTE natural recorrermos a Deus em busca de ajuda quando estamos em apuros. Afinal, ele “é grande e abundante em poder; seu entendimento está além de ser narrado”. (Salmo 147:5) Ele está em melhores condições de nos ajudar a lidar com os nossos problemas. Além disso, a Bíblia nos convida a ‘derramar nosso coração’ diante dele. (Salmo 62:8) Então, por que tantos têm a impressão de que Deus não responde às suas orações? Significa isso que ele não se importa?
Em vez de você culpar logo a Deus pela aparente falta de ação, procure lembrar-se do tempo em que era criança. Quando seus pais não atendiam todas as suas exigências, será que os acusava alguma vez de não o amarem? Muitas crianças fazem isso. No entanto, quando você cresceu, passou a reconhecer que o amor é demonstrado de muitas maneiras e que atender cada pedido duma criança não é realmente a coisa amorosa a fazer.
De modo similar, se Deus nem sempre atende as nossas orações como gostaríamos, isso não significa que ele não se importa conosco. A verdade é que Deus mostra sua preocupação com todos nós de muitas maneiras.
“Por meio dele temos vida”
Acima de tudo, é graças a Deus que “temos vida, e nos movemos e existimos”. (Atos 17:28) O fato de ele nos ter dado a vida certamente mostra seu interesse amoroso em nós.
Além disso, Jesus fornece o que precisamos para continuar vivos. Lemos: “Ele faz brotar capim verde para os animais e vegetação para o serviço da humanidade, a fim de que saia alimento da terra.” (Salmo 104:14) Realmente, nosso Criador faz mais do que apenas fornecer as meras necessidades da vida. Ele dá generosamente “chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo os [nossos] corações plenamente de alimento e de bom ânimo”. — Atos 14:17.
Mesmo assim, alguns talvez se perguntem: ‘Se Deus nos ama tanto, por que permite que soframos?’ Sabe a resposta a essa pergunta?
Deve-se culpar a Deus?
Grande parte do sofrimento da humanidade é causada por ela mesma. Por exemplo, são bem conhecidos os perigos de certas atividades de alto risco. Mesmo assim, há pessoas que se envolvem em imoralidade sexual, vício de bebidas alcoólicas e de outras drogas, fumo, esportes radicais, também dirigem em alta velocidade, e se envolvem em outras coisas mais. Se tal comportamento arriscado causa sofrimento, a quem cabe a culpa? A Deus ou àquele que age imprudentemente? A Palavra inspirada por Deus diz: “Não vos deixeis desencaminhar: De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifará.” — Gálatas 6:7.
Além disso, os humanos muitas vezes prejudicam um ao outro. Quando uma nação declara guerra, certamente a culpa pelo sofrimento resultante não cabe a Deus. Quando um criminoso ataca um concidadão, deve-se culpar a Deus por qualquer dano ou morte resultante disso? Claro que não! Quando um ditador oprime, tortura e assassina os que estão sob o seu controle, devemos culpar a Deus por isso? Seria desarrazoado pensar assim. — Eclesiastes 8:9.
Que dizer dos milhões que vivem na mais absoluta miséria ou que passam fome? Deve-se culpar a Deus? Não. O planeta que serve de lar para nós fornece alimento mais do que o suficiente para alimentar a todos. (Salmo 10:2, 3; 145:16) É a distribuição desigual da abundância provida por Deus que causa ampla fome e pobreza. E o egoísmo humano impede que esse problema seja resolvido.
No entanto, a quem cabe a culpa quando alguém adoece ou morre por causa da idade avançada? Ficaria surpreso de saber que a culpa por tudo isso não cabe a Deus? Deus não criou o homem para envelhecer e morrer.
Quando Adão e Eva, o primeiro casal humano, foram colocados no jardim do Éden, Jeová lhes ofereceu a perspectiva de vida eterna num paraíso terrestre. No entanto, é evidente que ele queria que a Terra fosse povoada por humanos que valorizassem essa herança. Por isso, ele tornou condicional a perspectiva de vida futura deles. Adão e Eva só viveriam no Paraíso enquanto continuassem sujeitos ao seu Criador amoroso. — Gênesis 2:17; 3:2, 3, 17-23.
Lamentavelmente, Adão e Eva se rebelaram. Eva preferiu escutar a Satanás, o Diabo. Ele mentiu para ela e, na realidade, disse que Deus a estava privando de algo bom. De modo que ela passou a tomar um rumo independente e tentou ser “como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau”. Adão juntou-se a ela na rebelião. — Gênesis 3:5, 6.
Quando Adão e Eva pecaram dessa forma, mostraram que não mereciam viver para sempre. Sofreram os resultados desastrosos do pecado. Sua força e vitalidade passaram a diminuir e por fim morreram. (Gênesis 5:5) No entanto, a rebelião deles teve conseqüências muito mais graves. Nós ainda sofremos os efeitos do pecado de Adão e Eva. O apóstolo Paulo escreveu: “Por intermédio de um só homem [Adão] entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” (Romanos 5:12) De fato, por causa da rebelião de Adão e Eva, o pecado e a morte se espalharam por toda a raça humana como uma doença maligna.
A mais forte evidência do cuidado de Deus
Significa isso que a criação humana de Deus foi permanentemente arruinada? Não; e isso nos leva à evidência mais forte de que Deus se importa conosco. A grande custo para si mesmo, Deus proveu os meios para redimir a humanidade do pecado e da morte. O preço de redenção foi a vida perfeita de Jesus, concedida voluntariamente em nosso favor. (Romanos 3:24) De modo que o apóstolo João escreveu: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” ( João 3:16) Em resultado desse notável ato de amor, temos novamente a perspectiva de viver para sempre. Paulo escreveu aos romanos: “Um só ato de justificação resulta para homens de toda sorte serem declarados justos para a vida.” — Romanos 5:18.
Podemos ter certeza de que, no tempo devido de Deus, não haverá mais sofrimento, nem morte, no planeta Terra. Em vez disso, prevalecerão as condições previstas no livro de Revelação (Apocalipse): “Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Revelação 21:3, 4) Você talvez diga: ‘Eu não viverei para ver esse tempo.’ No entanto, o fato é que você poderá viver. E mesmo que você morra, Deus pode ressuscitá-lo dentre os mortos. (João 5:28, 29) Esse é o propósito de Deus para nós, e é o que acontecerá. Dizer que Deus não se importa com a humanidade está longe de ser verdade!
“Chegai-vos a Deus”
É consolador saber que Deus já tomou medidas para solucionar permanentemente o problema do sofrimento humano. No entanto, o que dizer de hoje? O que podemos fazer quando uma pessoa amada morre ou nosso filho adoece? Acontece que ainda não é o tempo de Deus eliminar a doença e a morte. A Bíblia indica que teremos de esperar mais um pouco para isso acontecer. Mas Deus não nos deixou sem ajuda. O discípulo Tiago disse: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” (Tiago 4:8) De fato, nosso Criador nos convida a ter uma relação pessoal bem achegada com ele, e os que a têm nunca deixam de sentir seu apoio, mesmo nas situações mais difíceis.
Como podemos nos achegar a ele? O Rei Davi fez uma pergunta similar uns três milênios atrás, dizendo: “Ó Jeová, quem . . . residirá no teu santo monte?” (Salmo 15:1) Davi respondeu à sua própria pergunta ao dizer: “Aquele que anda sem defeito e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Não caluniou com a sua língua. Não fez nenhum mal ao seu companheiro.” (Salmo 15:2, 3) Em outras palavras, Jeová acolhe os que seguem o proceder rejeitado por Adão e Eva. Ele se achega aos que cumprem a Sua vontade. — Deuteronômio 6:24, 25; 1 João 5:3.
Como podemos fazer a vontade de Deus? Temos de aprender o que é “excelente e aceitável à vista de nosso Salvador, Deus”, e então decidir agir de acordo com isso. (1 Timóteo 2:3) Isto envolve assimilar conhecimento exato da Palavra de Deus, a Bíblia. (João 17:3; 2 Timóteo 3:16, 17) Envolve mais do que apenas uma leitura casual da Bíblia. Temos de imitar os judeus do primeiro século em Beréia, que ouviram a pregação de Paulo. Lemos a respeito deles: “Recebiam a palavra com o maior anelo mental, examinando cuidadosamente as Escrituras, cada dia, quanto a se estas coisas eram assim.” — Atos 17:11.
Atualmente, milhões de pessoas em todo o mundo concordam de todo o coração com o salmista, que disse: “Chegar-me a Deus é bom para mim.” (Salmo 73:28) Elas foram ajudadas a lidar com os problemas com que se confrontam agora, e têm plena confiança na esperança de viver para sempre no Paraíso na Terra. (1 Timóteo 4:8) Por que você não toma por objetivo ‘achegar-se a Deus’? De fato, temos a garantia: ‘Ele não está longe de cada um de nós.’ (Atos 17:27) Sim, Deus realmente se importa com você!
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